São Paulo (SP) – O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, transformou-se no centro das atenções do esporte adaptado ao sediar, pela primeira vez na história da América do Sul, o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. A caminhada da seleção brasileira no torneio terminou neste sábado (22) de maneira imponente. Diante da torcida, o Brasil superou a Nova Zelândia pelo placar de 53 a 37, assegurando a 11ª colocação do torneio. O desfecho iguala a melhor campanha histórica do país na competição, obtida na edição anterior, disputada em 2022, em solo dinamarquês.
Embora a equipe brasileira não tenha alcançado a classificação para a fase de mata-mata, o saldo final da campanha revela consistência coletiva. Na fase de grupos, os brasileiros acumularam vitórias de peso. O time venceu a forte seleção do Canadá pelo placar apertado de 49 a 48 e também se impôs contra a própria Nova Zelândia em um duelo anterior, finalizado em 58 a 44. Os tropeços pontuais na chave de grupos custaram a vaga nas quartas de final, mas confirmaram o elenco na elite da modalidade.
O processo de maturação da equipe foi exaltado por Julio Braz, um dos destaques do elenco nacional durante o campeonato. Em avaliação após o encerramento da participação brasileira, o atleta apontou que o elenco apresentou evolução tática e física a cada partida disputada na capital paulista. Para o jogador, a experiência de enfrentar os melhores times do mundo serviu para consolidar a força de um grupo que se projeta ainda mais competitivo para os próximos desafios internacionais.
Sem os donos da casa na briga direta pelo pódio, a competição reserva suas últimas emoções para a definição do grande campeão. O encerramento do Mundial acontece neste domingo (23), a partir das 16h30, quando as seleções da Austrália e dos Estados Unidos entram em quadra para decidir quem leva a medalha de ouro e o troféu para casa.












