São Paulo (SP) – A edição de 2026 da Copa Libertadores caminha para um desfecho histórico. Pela primeira vez desde a criação do torneio, existe a possibilidade real de quatro clubes brasileiros ocuparem todas as vagas da semifinal. O cenário de exclusividade nacional depende agora do desempenho de Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Corinthians, que seguem vivos na briga pelo título sul-americano após uma fase de oitavas de final marcada por superações.
A classificação corintiana, selada na última quinta-feira (20), foi o último ingrediente para consolidar essa expectativa. Jogando na Neo Química Arena, em São Paulo, o time comandado por seu elenco superou a desvantagem numérica após a expulsão de Raniele aos 12 minutos do segundo tempo. A resistência do Alvinegro foi premiada aos 35, quando Breno Bidon aproveitou uma cobrança de falta de Memphis Depay — que retornava ao time após processo de renovação contratual — para decretar o 1 a 0 sobre o Rosario Central. O triunfo garantiu a vaga contra o Estudiantes, da Argentina.
O chaveamento aponta desafios distintos para os representantes nacionais. O Flamengo, atual campeão continental, aguarda a definição entre Independiente del Valle e Tolima para saber quem enfrentará nas quartas. O duelo entre equatorianos e colombianos ocorrerá na próxima terça-feira (25), às 21h30, em Quito, após ter sido adiado devido a um sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia. Enquanto isso, o Palmeiras, vice-campeão em 2025, terá um teste de resistência contra a LDU, em Quito, e o Fluminense medirá forças diante do Platense, que superou o Coquimbo Unido nos pênaltis.
O histórico da competição mostra que a hegemonia de um único país nas semifinais é um marco raro. Até hoje, o teto foi a presença de três clubes da mesma nação, registrado em 1966 com argentinos e, mais recentemente, em 2021, quando Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras compuseram o grupo dos quatro melhores ao lado do Barcelona de Guayaquil.
Em contraste com o sucesso dos brasileiros na Libertadores, o Botafogo encerrou sua trajetória na Copa Sul-Americana. Mesmo com a vitória por 1 a 0 sobre o Cienciano, no Rio de Janeiro, o time não conseguiu reverter a goleada de 6 a 1 sofrida no Peru. Sob o comando interino de Rodrigo Bellão, a equipe carioca viu suas esperanças serem frustradas por decisões do VAR, que anulou tanto um gol de Danilo Santos quanto um pênalti reclamado sobre Vitinho. O Brasil, no entanto, mantém outros quatro times vivos na disputa paralela, incluindo um confronto direto entre Atlético-MG e Santos nas próximas quartas de final.








