Rio de Janeiro (RJ) – A Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro liberou a cremação de Dayan Sofia Murillo Manrique, Lida Rocio Cubillos Cardenas e Wendy Yolani Manrique Cubillos. As três mulheres, integrantes da mesma família, estavam a bordo do helicóptero que caiu em 8 de agosto na região da Vista Chinesa, dentro da Floresta da Tijuca, um incidente que também resultou na morte do piloto da aeronave após a explosão do aparelho na mata.
O aval jurídico foi concedido após o Instituto Médico Legal finalizar os laudos de necropsia e o Ministério Público estadual emitir parecer favorável ao pedido. Como o óbito decorreu de uma tragédia aérea, o rito legal brasileiro impõe a necessidade de autorização específica do Judiciário para que o processo de cremação seja executado.
A identificação das vítimas foi um desafio técnico para os peritos, dado que as três eram estrangeiras e não possuíam registros de impressões digitais em bases de dados brasileiras. Para confirmar a identidade das mulheres, o IML precisou recorrer a exames de arcada dentária e análises antropológicas detalhadas, procedimentos cruciais para assegurar a precisão do reconhecimento antes da liberação final dos corpos.
A juíza Raquel Santos Pereira Chrispino fundamentou sua decisão na conclusão dos exames periciais, reforçando que não havia pendências ou necessidade de diligências adicionais por parte da autoridade policial. O documento expedido pela magistrada possui validade de alvará judicial, estabelecendo um prazo de cinco dias para que os responsáveis apresentem a comprovação de que o procedimento foi realizado, além das cópias dos registros de óbito.
Após a conclusão do processo de cremação, a expectativa é que as cinzas das vítimas sejam trasladadas para a Colômbia, país de origem da família. O caso encerra uma etapa burocrática delicada para os familiares envolvidos na tragédia.












