Atlanta, Estados Unidos – O roteiro parece ter se repetido, mas a tensão em Atlanta, nesta quarta-feira (15), foi inédita. A Argentina conquistou sua classificação para a segunda final consecutiva de Copa do Mundo ao derrotar a Inglaterra por 2 a 1, com uma reviravolta dramática nos minutos derradeiros. Agora, o desafio argentino será contra a Espanha, no dia 19, em Nova Jersey.
O clássico entre as duas nações começou cercado pela aspereza de uma rivalidade histórica. Com entradas duras e uma arbitragem permissiva, o primeiro tempo foi marcado por nervosismo e pouca fluidez técnica. Nenhuma das equipes conseguiu ameaçar seriamente o gol adversário antes do intervalo.
O cenário mudou radicalmente na etapa final. Após o goleiro Jordan Pickford salvar a Inglaterra em duas oportunidades claras, o placar foi aberto aos 10 minutos. Harry Kane iniciou a jogada que passou por Jude Bellingham e Morgan Rogers, permitindo que Anthony Gordon finalizasse de primeira, superando a defesa argentina.
A vantagem britânica forçou uma mudança de postura. A Inglaterra recuou, buscando segurar o resultado, enquanto o time comandado por Lionel Scaloni intensificou a pressão. O volume de jogo argentino resultou em uma série de bolas na área e chances desperdiçadas: Nico González parou em Pickford, e Alexis Mac Allister carimbou a trave. Aos 40 minutos, o esforço foi recompensado com um chute forte de Enzo Fernández, vindo de fora da área, que igualou o marcador.
O gol impulsionou os sul-americanos, que não deram trégua. O que parecia inevitável aconteceu aos 46 minutos: Messi levantou a bola na área e Lautaro Martínez, com precisão, cabeceou para selar a virada. Incapaz de reagir e esgotada fisicamente, a seleção inglesa viu o sonho da decisão escapar após seis décadas de espera.
Ao apito final, os jogadores argentinos celebraram o feito com uma faixa alusiva ao conflito das Malvinas, na década de 1980, um gesto que ecoou a carga emocional da partida. Agora, a Argentina — dona do ataque mais eficiente do mundial, com 19 gols — se prepara para medir forças contra a Espanha, que ostenta a defesa mais sólida da competição, tendo sofrido apenas um tento até aqui. Os ingleses, por sua vez, disputarão o terceiro lugar contra a França, no próximo sábado (18), em Miami.








