Brasília (DF) – Brasília sediou, na última quarta-feira (28), uma discussão estratégica sobre o atendimento às vítimas de agressões no ambiente familiar. O Curso Nacional de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica, capitaneado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, serviu como vitrine para as táticas implementadas no Espírito Santo, levadas à tribuna pela Major Jaqueline Pandolfi.
O foco central da apresentação girou em torno de resultados práticos. Pandolfi detalhou o funcionamento do Programa Patrulha Maria da Penha e a especialização da Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica e Proteção da Mulher, a CIMU. A proposta foi transformar a experiência regional em um estudo de caso sobre como a integração entre agentes de segurança e a rede de apoio consegue transformar o acolhimento dessas mulheres.
Não se tratou apenas de expor números. A oficial desenhou um panorama de como políticas públicas voltadas para o monitoramento e o amparo direto podem alterar o desfecho de casos que, frequentemente, seriam negligenciados ou mal conduzidos. Ao levar esse debate para a esfera nacional, a PMES se posicionou como referência, provocando um intercâmbio de práticas que busca uniformizar a qualidade do atendimento em diferentes estados.
Havia um subtexto claro no evento: a necessidade urgente de humanizar o primeiro contato das autoridades com quem busca ajuda. Nesse cenário, o trabalho da corporação capixaba serviu como resposta aos desafios de manter o policiamento preventivo próximo da vítima, indo além da intervenção bruta no momento do conflito. O encontro terminou sob a expectativa de que o modelo capixaba inspire novas diretrizes, reforçando o compromisso de aprimoramento constante no combate aos ciclos de violência contra a mulher.













