Ibatiba (ES) – Inibir a escalada de violência no ambiente das escolas públicas estaduais do Espírito Santo é o foco do projeto de lei 185/2026. A proposta, assinada pelo deputado Denninho Silva, do União, quer desenhar um roteiro claro para a chegada dos chamados totens de segurança aos arredores das unidades de ensino. A ideia é ocupar pontos estratégicos com tecnologia de ponta, permitindo uma vigilância que não se limita apenas ao registro, mas busca uma resposta muito mais ágil das autoridades diante de qualquer situação de risco.
O equipamento não será apenas uma carcaça eletrônica. O texto detalha que a estrutura deve ser equipada com câmeras de alta performance, sistemas robustos para captar e arquivar imagens, além do botão de pânico. A premissa básica aqui é o monitoramento preventivo. Onde instalar primeiro? A legislação, se aprovada, impõe que o mapeamento privilegie as áreas de maior vulnerabilidade, garantindo que o alerta seja visível: placas de aviso deverão ser instaladas para avisar a todos — estudantes, professores e eventuais invasores — de que aquele espaço está sob vigilância constante.
Para o parlamentar, o uso dessa tecnologia funciona como um desestimulante para condutas criminosas, criando uma malha de suporte para as políticas públicas de segurança escolar já existentes. Ele argumenta que o papel da iniciativa é facilitar o trabalho dos órgãos competentes, dando a eles subsídios imediatos quando algo foge ao controle dentro ou no entorno dos portões das instituições de ensino.
Transparência e limites de acesso
Uma preocupação central do projeto recai sobre o destino e o sigilo das informações coletadas. O tratamento desses dados, segundo o texto, deve ser estritamente técnico e legal. O acesso ao banco de imagens não é aberto ao público; pelo contrário, restringe-se exclusivamente a agentes do Estado autorizados para tanto. Qualquer acesso externo por terceiros precisará de ordem judicial ou de autoridade policial para ser validado, o que visa proteger a privacidade no contexto de investigações criminais ou processos administrativos.
Sobre a viabilidade jurídica, Denninho Silva rebate questionamentos quanto a uma eventual ingerência, afirmando que o projeto respeita a divisão de competências. A intenção é apenas fornecer diretrizes macro ao Executivo Estadual. Na prática, a aplicação final vai depender de estudos técnicos e do orçamento disponível nos cofres públicos.
A tramitação agora é um teste de resistência legislativa. Antes de seguir para o veredito final do Plenário, a matéria ainda precisará passar pelo crivo das comissões temáticas de Justiça, Educação, Segurança e Finanças. O cronograma de implementação, portanto, ainda aguarda as próximas etapas do rito parlamentar capixaba.











