Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta sexta-feira (22) contra as tentativas de negociação que buscam prolongar a transição da jornada de trabalho. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ele defendeu que a mudança das atuais 44 horas semanais para 40 horas ocorra de uma só vez, sem cortes nos salários dos trabalhadores.
Lula quer que o embate político ganhe contornos claros. Para o petista, o debate sobre o fim da escala 6×1 — que impõe apenas um dia de descanso — não admite manobras de longo prazo. “Vamos mostrar para o povo quem é quem”, disparou o presidente, desafiando parlamentares a assumirem publicamente seus votos frente a uma pauta que, segundo ele, impactará diretamente a saúde e a educação dos brasileiros.
Bastidores da votação
O governo prepara o terreno para a próxima semana. Lula deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para alinhar a estratégia de votação. Enquanto isso, o relator Leo Prates (Republicanos-BA) adiou a apresentação do parecer da PEC para segunda-feira (25), com o plenário da Casa pressionado a concluir a análise até o final desta semana.
Além da agenda trabalhista, o presidente reiterou que monitora de perto os preços dos combustíveis e cobrou rigor contra abusos. Ele também pediu urgência ao Senado para a PEC da Segurança Pública e confirmou que pretende vetar qualquer tentativa de legalizar o disparo de mensagens em massa durante o período eleitoral, mantendo o foco em suas prioridades legislativas imediatas.












