Após uma reunião de mais de três horas na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceram um prazo de 30 dias para que suas equipes técnicas apresentem uma solução sobre as tarifas de exportação e a investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil. O governo brasileiro mantém a posição de que a apuração, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, carece de legitimidade por desrespeitar as normas da Organização Mundial do Comércio.
Lula destacou que o objetivo é que os ministérios do Comércio de ambos os países cheguem a um consenso sobre o impasse, que envolve acusações de concorrência desleal, proteção de propriedade intelectual e preocupações ambientais. O presidente brasileiro reforçou que o país está aberto ao diálogo, desde que preservadas a democracia e a soberania nacional, e negou que o sistema de pagamentos Pix tenha sido pauta do encontro bilateral.
Além das questões comerciais, a reunião focou no combate ao crime organizado transnacional. Lula anunciou um novo plano governamental para asfixiar financeiramente facções criminosas, com a previsão de operações conjuntas entre a Receita Federal e autoridades norte-americanas para coibir o tráfico de armas e drogas sintéticas. O tema dos minerais críticos também foi central, com Lula apresentando a nova Política Nacional de Minerais Críticos, visando explorar o vasto potencial brasileiro em terras raras.











