O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira, 7 de maio, com uma queda acentuada de 2,38%, atingindo os 183.218 pontos. O resultado marca o menor nível do principal índice da bolsa brasileira desde o dia 30 de março, refletindo um dia de forte aversão ao risco provocado pela desvalorização do petróleo no mercado internacional e pela incerteza geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã.
Impacto das commodities e balanços
A pressão sobre os ativos brasileiros foi intensificada por um movimento de venda generalizada, impulsionado tanto pela queda do preço do petróleo quanto por balanços financeiros de grandes empresas dos setores de energia e finanças que ficaram abaixo das expectativas. Com a Petrobras possuindo o maior peso na composição do Ibovespa, a desvalorização das petroleiras acabou por arrastar o índice para baixo, acompanhando um cenário de cautela que também afetou os mercados em Nova York.
Oscilação cambial e geopolítica
O dólar comercial manteve-se praticamente estável, com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923. A moeda norte-americana viveu um dia de volatilidade, reagindo a desencontros de informações sobre o conflito no Oriente Médio. Pela manhã, a perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para cessar as hostilidades trouxe otimismo, levando o dólar a bater a mínima de R$ 4,89. Contudo, o cenário mudou à tarde após relatos sobre a retomada de escoltas navais no Estreito de Ormuz, o que elevou a tensão e fez a cotação oscilar até os R$ 4,93.
Contexto internacional e o petróleo
Os contratos internacionais de petróleo fecharam o dia no campo negativo, com o barril do tipo Brent recuando 1,19%, para US$ 100,06, e o WTI com queda de 0,28%, a US$ 94,81. O mercado reagiu com nervosismo a cada nova notícia sobre a rota de exportação no Estreito de Ormuz. Enquanto o governo iraniano avalia propostas para o fim do conflito, o controle rigoroso sobre a passagem marítima continua sendo um ponto crítico para a estabilidade dos preços globais de energia.
Agenda política e diplomática
Além das questões externas, os investidores monitoraram a agenda diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita aos Estados Unidos. O encontro com o ex-presidente Donald Trump entrou no radar do mercado, sendo classificado pelo norte-americano como positivo e focado em discussões sobre comércio e tarifas. Apesar da reunião, o clima de incerteza global prevaleceu, ditando o ritmo de um pregão marcado por volume financeiro de R$ 32,08 bilhões.











