São Paulo (SP) – A Polícia Civil de São Paulo avançou nas investigações sobre o assalto à Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro de 2025. Nesta sexta-feira (22), uma operação coordenada pela Secretaria de Segurança Pública cumpriu três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. O foco da ação foi desmantelar a rede responsável pela avaliação, ocultação e tentativa de venda clandestina das peças, que incluem gravuras de Henri Matisse e Cândido Portinari.
O líder da quadrilha e um comparsa já estavam atrás das grades no Rio de Janeiro. Eles foram detidos anteriormente ao tentarem subornar um agente federal em uma manobra similar — a busca por subtrair obras de arte. Agora, os mandados foram formalizados diretamente no sistema prisional. Uma mulher, apontada como colaboradora estratégica no esquema, também foi levada sob custódia durante a ofensiva desta semana.
As diligências se espalharam por São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e pelo Rio de Janeiro, mirando estabelecimentos ligados ao mercado de leilões e galerias de arte. A polícia trabalha com a suspeita de que o grupo planejava enviar o material para o exterior. Embora os dois homens que invadiram a biblioteca tenham sido presos ainda em dezembro de 2025, as 13 obras levadas durante a mostra Do livro ao museu permanecem desaparecidas.











