Igaratá (SP) – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) protocolou, no último dia 5 de maio, um pedido de prisão preventiva contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. A solicitação, assinada pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, ganhou repercussão nesta quarta-feira (20) e coloca o artista em uma situação jurídica delicada, já que ele é considerado foragido pelas autoridades.
As acusações contra o músico são graves. O promotor argumenta que a ausência do réu inviabiliza a jurisdição penal e compromete o cumprimento de uma eventual sentença. Oruam responde por disparo de arma de fogo — ocorrido em dezembro de 2024, durante uma festa em Igaratá, onde o ato foi registrado em vídeo — e é alvo de investigações por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.
A teia de crimes atribuída ao rapper vai além das ocorrências em território paulista. O Ministério Público do Rio de Janeiro já o denunciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, Oruam utilizaria sua trajetória na música como fachada para ocultar o fluxo financeiro do Comando Vermelho, atuando como beneficiário direto do esquema ilícito da facção.










