Terminam na próxima sexta-feira (8) as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo). A competição, que promove o letramento étnico-racial em instituições públicas e privadas, é aberta a estudantes do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, incluindo alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O projeto tem registrado um crescimento expressivo, saltando de 33 mil participantes no ano passado para mais de 100 mil inscritos em 2026. As escolas podem realizar inscrições ilimitadas de estudantes pelo site oficial, enquanto a participação individual também é permitida, desde que acompanhada por um responsável maior de 21 anos.
As provas serão aplicadas de forma virtual entre 13 e 29 de maio, com supervisão escolar, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O conteúdo das avaliações varia conforme a série, abordando desde expressões artísticas e modos de vida indígenas até temas complexos como racismo ambiental, decolonialidade e a história étnico-racial do Brasil.
A coordenadora pedagógica Érica Rodrigues destaca que a iniciativa fortalece o pertencimento de estudantes quilombolas e indígenas. Com adesão em quase todas as unidades federativas, a olimpíada busca combater desigualdades educacionais, oferecendo uma perspectiva contra-hegemônica que valoriza a pluralidade e a identidade brasileira em sala de aula.













