A Petrobras iniciou a operação da plataforma P-79 no feriado de 1º de maio, reforçando a produção de petróleo e gás no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, no litoral do Sudeste. A empresa conseguiu antecipar o funcionamento em três meses, uma vez que o FPSO (navio-plataforma) foi construído na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro, já com uma equipe da estatal a bordo para agilizar os procedimentos de montagem.
A P-79 tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. Com o novo equipamento, a produção total do Campo de Búzios saltará para cerca de 1,33 milhão de barris de óleo por dia. O gás será exportado ao continente pelo gasoduto Rota 3, acrescentando até 3 milhões de metros cúbicos por dia à oferta do país.
Maior campo do Brasil
Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é o maior do país em reservas de petróleo e fica a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de 2 mil metros. No ano passado, superou a marca histórica de 1 milhão de barris produzidos diariamente. A P-79 é a oitava plataforma em operação no local, operado por um consórcio liderado pela Petrobras e que inclui as chinesas CNOOC e CNODC, além da estatal PPSA que representa a União.
A Petrobras pretende adicionar mais quatro plataformas ao campo nos próximos anos. Três já estão em construção, a P-80, P-82 e P-83, enquanto a quarta segue em licitação. A P-79 forma o módulo Búzios 8, que prevê 14 poços produtores e injetores de óleo e gás.
Tensão no Oriente Médio pressiona preços
A entrada em operação da nova plataforma coincide com a escalada dos preços internacionais de petróleo, motivada pela guerra no Irã. O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques de Estados Unidos e Israel contra o país. O Irã retalou bloqueando o Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde circulam 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Como o petróleo é negociado a preços internacionais, a redução de oferta global causa aumento nos custos mesmo em países produtores como o Brasil. A situação é agravada porque o país importa cerca de 30% do diesel que consome. O governo tem adotado medidas para conter a inflação de combustíveis, incluindo isenção de impostos e subsídios a produtores e importadores. A Petrobras estuda tornar o Brasil autossuficiente em diesel em até cinco anos.









