O Governo Federal acionou equipes da Defesa Civil Nacional para Pernambuco e Paraíba nesta sexta-feira, 1º de dezembro, em resposta às chuvas intensas que atingem ambos os estados. A decisão partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após contato com autoridades locais e foi coordenada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Em Pernambuco, sete municípios estão em alerta. A cidade de Goiana registrou o maior acumulado de chuva em 24 horas, com 181 milímetros, seguida por Abreu e Lima (144,8 mm), Paulista (142,9 mm) e Igarassu (140,5 mm). Recife também sofreu com alagamentos pontuais. Pelo menos duas pessoas morreram, segundo o prefeito da capital pernambucana, Victor Marques.
Operação conjunta e monitoramento
As equipes da Defesa Civil Nacional atuarão em parceria com as defesas civis estaduais e municipais para avaliar os danos e implementar medidas de redução de impactos. O ministro Waldez Góes conversou com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e com o prefeito do Recife para orientar os procedimentos necessários ao reconhecimento sumário da situação de emergência.
Técnicos monitoram o comportamento hidrológico em rios da Mata Norte pernambucana. O risco urbano está em evolução, com possibilidade de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis.
Situação na Paraíba
A Paraíba também enfrenta temporal severo. Há alerta laranja (perigo) para parte do estado, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos intensos e risco de queda de árvores e interrupções de energia. Doze municípios estão em alerta, incluindo João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Mamanguape e Guarabira.
Lula afirmou em rede social que determinou “imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais”. O presidente conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e o senador pernambucano Humberto Costa sobre as medidas emergenciais.











