Brejetuba (ES) – O Programa Cozinha Solidária vai qualificar mil cozinheiras e lideranças de cozinhas comunitárias em todo o Brasil até o encerramento de 2027, priorizando unidades já habilitadas pelo governo em contextos de vulnerabilidade estrutural e com alto volume diário de refeições.
Em Brejetuba (ES), a proposta detalha como essa meta será alcançada a partir de uma seleção que privilegia quem está na ponta do serviço. A ideia é fortalecer cozinhas que já funcionam, em vez de começar do zero, e direcionar o treinamento para espaços que enfrentam dificuldades de estrutura ou que atendem muita gente por dia.
A seleção também dá prioridade a cozinhas geridas por povos e comunidades tradicionais, além de iniciativas voltadas a pessoas em situação de rua. Na prática, isso significa que o processo de capacitação tenta respeitar formas próprias de organização e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance do programa para quem costuma ficar fora de políticas de qualificação.
Para sustentar o plano de ensino, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social criou uma Comissão Político-Pedagógica, reunindo especialistas da Fiocruz, entidades parceiras e integrantes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O currículo não fica restrito ao preparo dos alimentos, pois inclui boas práticas de manipulação, uso estratégico do Guia Alimentar e debates sobre o Direito Humano à Alimentação Adequada.
O programa existe desde 2023 e hoje sustenta uma rede com mais de 2 mil cozinhas ativas. A aposta é transformar o combate à fome em política pública com escala e qualidade técnica, mas a pergunta que fica para quem participa dessas rotinas é simples: como manter o padrão de cuidado e segurança no dia a dia, enquanto o número de cozinhas atendidas cresce?








