Montes Claros (MG) – O Sistema Único de Saúde alcançou a marca de um milhão de doses da vacina Pneumo 20 aplicadas em crianças com menos de cinco anos. O balanço abrange o período desde o início da estratégia nacional de vacinação, deflagrada em junho. O dado foi divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última sexta-feira, dia 11, durante agenda oficial em Montes Claros, Minas Gerais.
A incorporação desse imunizante ao Calendário Nacional de Vacinação representa um salto técnico no combate a patologias pneumocócicas. A vacina é capaz de conferir proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando o espectro de defesa contra quadros severos de pneumonia e meningite. A medida visa reduzir o impacto dessas enfermidades, que historicamente resultam em altas taxas de internação e óbitos na primeira infância.
Para viabilizar a transição, a pasta estabeleceu a substituição gradual da Pneumo 10, que era utilizada anteriormente no esquema infantil básico. O Ministério esclareceu que o estoque remanescente do imunizante anterior continuará sendo aplicado até o esgotamento dos frascos. Por essa razão, a rede pública opera, neste momento, com um regime temporário que combina as duas versões da vacina conforme a disponibilidade local.
A urgência da iniciativa reflete os dados epidemiológicos registrados entre 2023 e 2025. Nesse intervalo de tempo, o país computou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica, com um saldo de 1,4 mil mortes e uma letalidade preocupante de 30%. O cenário é ainda mais sensível entre os menores de cinco anos, público-alvo da atual campanha, que enfrentou 589 casos confirmados da doença e 187 óbitos no mesmo período.
A vacinação permanece como a estratégia mais eficaz para evitar complicações graves em crianças, que compõem um dos grupos com maior vulnerabilidade imunológica. Com a implementação definitiva da Pneumo 20, o governo federal busca consolidar uma proteção mais robusta e abrangente contra as cepas bacterianas mais frequentes, visando mitigar não apenas a mortalidade direta, mas também as sequelas decorrentes de infecções pneumocócicas graves.












