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Medicina tradicional mostra eficácia no alívio da dor entre indígenas

Entre os 87,7% que usaram a medicina convencional, tomando o chamado “remédio de branco”, 22,2% disseram que o tratamento foi eficaz.

Redação I Correio Espirito Santo Por Redação I Correio Espirito Santo
Domingo, 5 de Agosto de 2018
Em Saúde
Reading Time: 5 mins read
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São Paulo (SP ) – A medicina tradicional indígena foi mais eficaz do que remédios convencionais no tratamento da dor entre membros das tribos do Vale do Javari, no oeste do Amazonas, É o que revela pesquisa realizada pela mestra em enfermagem Elaine Barbosa de Moraes, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp).

A pesquisadora ouviu 45 índios das etnias marubo, canamari e matis, dos quais 80% recorreram à medicina tradicional indígena para o tratamento da dor e 64,5% confirmaram a eficácia desse método. Entre os 87,7% que usaram a medicina convencional, tomando o chamado “remédio de branco”, 22,2% disseram que o tratamento foi eficaz.

“Fica bem evidente que, mesmo utilizando mais a medicina convencional, o alívio da dor vem mais com o uso do remédio da medicina tradicional indígena”, concluiu Elaine.

Os tratamentos indígenas mais usados são os chamados “remédios do mato”, feitos com plantas e que são responsáveis pelo alívio da dor de 40% dos entrevistados. Existem ainda outras formas de tratar a dor, como, por exemplo, o uso de gordura animal, de enzimas, de banhos e de rituais de cura, conhecidos como pajelança.

Para Elaine, uma das causas da eficácia do tratamento indígena é o conhecimento deles sobre o uso de tudo que a floresta oferece. “A medicina tradicional indígena é um conhecimento que tem muito a acrescentar para a saúde da nossa população e poderia, tranquilamente, ser incluída entre as terapias complementares de saúde, assim como já foram incluídas outras terapias.”

A pesquisadora destaca que o Brasil ainda carece de um bom estudo de todos esses tratamentos e de um mapeamento maior dos tratamentos da medicina tradicional indígena.

Segundo Elaine, outra questão que influenciou no resultado da pesquisa e que dificulta a eficácia dos remédios da medicina convencional é a falta de acompanhamento e tratamento adequados pela saúde pública. Os indígenas do Vale do Javari são atendidos por um Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), que é ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Elaine entrevistou 36 funcionários do Dsei que prestam atendimento às três tribos para avaliar como os agentes de saúde lidam com a dor dos indígenas. No total, 73% disseram que, durante o atendimento, não investigam a dor dos índios. A pesquisadora concluiu que os profissionais do Dsei têm pouco tempo de formação e que falta a eles conhecimento específico para lidar com a dor e a saúde indígenas.

“A assistência à dor dos indígenas é precária, assim como a de quem não é indígena, porque, em nossa sociedade, a dor ainda não é bem trabalhada. Um acompanhamento melhor resultaria em uma terapêutica mais apropriada, uma vez que o indígena usa muito a medicina convencional. Se eles não sentem um alívio tão grande – somente 22,2% relataram melhoras com a medicina tradicional –, essa dor pode estar sendo mal avaliada, a prescrição pode não ser a mais apropriada”, enfatiza.

Na opinião de Elaine, se houvesse um acompanhamento melhor, com profissionais com mais conhecimento tanto da dor quanto da saúde indígena, o alívio da dor com uso da medicina convencional seria maior.

Além disso, ressalta a pesquisadora, a automedicação entre os índios também contribuiu para a baixa eficácia da medicina convencional. “Foi um resultado até inesperado. A automedicação é um grande problema de saúde no Brasil para a população não indígena, em geral. E o indígena também se automedica com 1remédio de branco’, conforme nós levantamos”.

A pesquisadora considera a automedicação uma prática perigosa, por resultar, em muitos casos, no uso de remédios inadequados. “A insatisfação com o remédio convencional também pode ter um viés de origem da automedicação, e não só dos profissionais prescritores dos tratamentos ofertados.”

Ministério da Saúde

Questionado sobre os resultados da pesquisa, o Ministério das Saúde destaca que são vários os fatores que permeiam as questões relacionadas à eficácia de “remédios de branco” e das práticas da medicina tradicional indígena. Um dos fatores é o acesso e conhecimento construído em torno desses saberes. “A orientação é para que os profissionais de saúde atuem em diálogo permanente com os saberes indígenas.”

Segundo o ministério, a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas reconhece a eficácia da medicina tradicional e estabelece sua articulação com o sistema oficial de saúde. “O Ministério da Saúde também empreende ações de educação permanente em saúde, com foco nas especificidades da saúde indígena.” Atualmente, são oferecidos três cursos, e dois contam com participação de trabalhadores do Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari”, informou a pasta.

Sistematização

A sistematização dos conhecimentos da medicina tradicional indígena pode beneficiar a população em geral, afirma a orientadora da pesquisa, Eliseth Ribeiro Leão, professora da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. “É preciso sistematizar esse conhecimento, hoje confinado nas aldeias e com os pajés. Nossa preocupação é que se vá perdendo esse conhecimento ancestral e que, daqui a pouco, ele deixa de existir.”

A professora defende uma confluência de interesse de pesquisadores e políticas públicas para sistematizar essa sabedoria. “Na etnia dos marubos, por exemplo, eles mostraram para a gente o breu branco misturado com urucum com que fazem uma aplicação tópica [para dor].” Eliseth destaca que o breu branco e o urucum têm propriedades anti-inflamatórias. “Eles usam extratos vegetais que têm propriedades, uma série de medicamentos nossos vem desses extratos vegetais. Eles usam e a dor melhora.”

Eliseth reforça que o SUS poderia se beneficiar da medicina tradicional indígena. “Teríamos uma nova fonte de conhecimento e ampliação nas terapias complementares que hoje estão instituídas no SUS.”

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