Brasília (DF) – O volume de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS nos primeiros seis meses deste ano alcançou a marca de 7,5 milhões de procedimentos em todo o país. O total representa um acréscimo de 8% na comparação direta com o mesmo intervalo do ano anterior, o que se traduz em 608 mil operações a mais para os pacientes que aguardavam na rede pública.
A expansão nos atendimentos prolonga uma curva ascendente observada recentemente na saúde pública brasileira, logo após o encerramento do ano passado com um total de 14,9 milhões de cirurgias eletivas executadas. Desse total acumulado no primeiro semestre, 2,92 milhões de intervenções ocorreram por meio das frentes de atuação do programa Agora Tem Especialistas.
Essa iniciativa federal busca encurtar as filas de espera para consultas e operações de média e alta complexidade. A estratégia envolve a realização de mutirões assistenciais, o emprego de unidades móveis de saúde instaladas em carretas, a compra de veículos para transporte sanitário e a expansão dos serviços de Telessaúde.
A curva de crescimento teve capilaridade nacional, com avanço nos procedimentos registrado em 20 estados brasileiros. O Distrito Federal liderou a ampliação percentual ao registrar alta de 31%, seguido por Sergipe com 25%, Paraíba com 23%, além de Bahia e Ceará, ambos com expansão de 20%.
Outras unidades da federação também exibiram índices expressivos de aumento nos blocos cirúrgicos no período. Amapá marcou 18%, Alagoas e Piauí alcançaram 15%, Roraima registrou 14%, Minas Gerais ficou com 13%, Goiás atingiu 12%, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul avançaram 11% cada.
Diante do ritmo atual dos atendimentos nos hospitais vinculados ao sistema público, a projeção oficial aponta para a superação da marca de 15 milhões de cirurgias eletivas até o encerramento de 2026, superando o patamar contabilizado em 2025.












