A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou as orientações sobre o uso racional de medicamentos, destacando que a automedicação traz perigos reais para grupos vulneráveis como crianças e idosos. O órgão reforça que qualquer fármaco, mesmo os vendidos sem prescrição médica, pode causar reações adversas graves se for administrado de forma equivocada ou sem a devida recomendação profissional.
Os perigos da automedicação
O consumo indiscriminado de substâncias químicas mascara sintomas de doenças mais complexas, o que retarda diagnósticos precisos e agrava quadros clínicos. A Sesa alerta que muitos pacientes misturam remédios por conta própria, aumentando o risco de interações medicamentosas que podem comprometer o funcionamento de órgãos vitais como o fígado e os rins. A prática, embora comum, ignora as particularidades de cada organismo e a dosagem correta para cada faixa etária.
Cuidados específicos com crianças e idosos
As crianças possuem um metabolismo em desenvolvimento, o que torna qualquer erro na dosagem um fator de risco elevado para intoxicações. Já entre os idosos, a polifarmácia, que é o uso de múltiplos medicamentos ao mesmo tempo, demanda acompanhamento rigoroso. Com o envelhecimento, o corpo absorve e elimina substâncias de maneira diferente, exigindo que médicos ajustem as quantidades para evitar efeitos colaterais como tonturas, quedas e confusão mental.
Orientações para um consumo seguro
Para garantir a segurança, a pasta orienta que a população mantenha as receitas médicas sempre atualizadas e jamais utilize o medicamento de outra pessoa, ainda que os sintomas pareçam semelhantes. O armazenamento correto também é fundamental, sendo necessário manter os frascos em locais secos, frescos e, principalmente, longe do alcance de crianças. Em caso de dúvidas sobre o funcionamento de qualquer remédio, a recomendação oficial é consultar um farmacêutico ou buscar atendimento em uma unidade básica de saúde.
A conscientização sobre o tema visa reduzir o número de internações hospitalares causadas por reações medicamentosas. O uso responsável, pautado pela orientação técnica, transforma o remédio em um aliado da recuperação do paciente e evita que o tratamento se torne a causa de novos problemas de saúde.













