A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou as orientações sobre o uso racional de medicamentos, alertando a população sobre os riscos graves da automedicação, especialmente entre crianças e idosos. O órgão ressalta que o consumo inadequado de fármacos pode causar desde reações alérgicas severas até a ineficácia de tratamentos essenciais, além de mascarar sintomas de doenças que exigem diagnóstico médico preciso.
Riscos específicos para grupos vulneráveis
Crianças e idosos formam os grupos de maior preocupação devido às particularidades metabólicas de cada fase da vida. Nos pacientes pediátricos, o erro na dosagem ou a administração de substâncias impróprias pode sobrecarregar órgãos em desenvolvimento, como o fígado e os rins. Já entre os idosos, a polifarmácia, que consiste no uso simultâneo de vários medicamentos, aumenta consideravelmente a chance de interações medicamentosas perigosas e quedas, que muitas vezes são confundidas com o próprio envelhecimento.
Cuidados fundamentais no cotidiano
A Sesa recomenda que qualquer substância seja ingerida apenas com prescrição de um profissional habilitado, respeitando estritamente os horários e as quantidades determinadas na receita. É fundamental que os pacientes mantenham um registro atualizado de todos os remédios utilizados e informem aos médicos sobre alergias conhecidas ou condições pré-existentes. O armazenamento também exige atenção, mantendo os frascos e cartelas em locais secos, longe da luz e fora do alcance dos pequenos.
A importância do descarte correto
Além do consumo, a secretaria destaca a necessidade do descarte consciente de produtos vencidos ou inutilizados. O descarte em lixo comum ou no sistema de esgoto contamina o solo e a água, gerando impactos ambientais negativos. A orientação oficial é que a população procure farmácias ou unidades de saúde que possuam pontos de coleta específicos para garantir que os resíduos recebam o tratamento adequado, evitando riscos para a saúde pública e para o ecossistema local.
A automedicação, embora seja um hábito comum em muitas famílias brasileiras, representa uma barreira para a recuperação rápida e segura. A recomendação clara das autoridades é que, diante de qualquer mal-estar persistente, a busca por atendimento em uma Unidade Básica de Saúde ou pronto-atendimento seja sempre a primeira opção, garantindo que o cuidado seja pautado pela ciência e pela segurança individual.













