Sábado, 13 de Junho de 2026
PORTAL IBATIBA ONLINE!
MUNDO DA SAÚDE 360!
DIÁRIO DA NAÇÃO!
CADERNO TECH!
PORTAL IGOSSIP NEWS!
No Result
View All Result
Correio Espírito Santo
  • Home
  • Agro
  • Cultura
  • Economia
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Politica
  • Saúde
  • Segurança
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Home
  • Agro
  • Cultura
  • Economia
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Politica
  • Saúde
  • Segurança
  • Sociedade
  • Tecnologia
No Result
View All Result
Correio Espírito Santo
No Result
View All Result
Home Caderno de Negócios Economia

Estudo do Pnud aponta que jovens negros serão chave para o futuro do Brasil

Redação I Correio Espirito Santo Por Redação I Correio Espirito Santo
Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Em Economia
Reading Time: 6 mins read
459 34
A A
0
Futuro do Brasil depende de jovens negros, aponta estudo do Pnud

📷 Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Share on FacebookShare on Twitter

Vila Velha (ES) – Um estudo do Pnud Brasil, divulgado nesta terça-feira (26), sustenta que o futuro do país depende diretamente de jovens negros. A avaliação aparece em uma fala da coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, Betina Barbosa, ao comentar os dados do Radar IDHM, pesquisa que revela desigualdades persistentes no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.

“Quem sustentará o Brasil do futuro é um jovem negro, não é um jovem branco”, disse Betina Barbosa. Para ela, a ideia não é discursiva, nem baseada em romantismo. O argumento central é prático, ligado à viabilidade econômica e social do país.

“É fundamental colocar essas pessoas dentro da equação do desenvolvimento. Não por romantismo, mas pela viabilidade do país. Sem colocar essas pessoas nessa equação do desenvolvimento, o país não se viabiliza”, afirmou a coordenadora em entrevista coletiva em Brasília, quando antecipou os dados à imprensa.

O Radar IDHM traz informações do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e mostra como o Brasil evoluiu, mas também como a distância entre grupos ainda se mantém. A publicação usa uma série que começou em 2012 e vai até 2024. O recorte por cor evidencia um padrão: a população branca, em média, já teria feito a transição demográfica, enquanto a população negra segue com indicadores em patamar inferior.

Os números ilustram essa diferença. O IDHM dos brancos subiu de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024. No mesmo período, o IDHM dos negros saiu de 0,694 para 0,774. A escala do Pnud para classificar desenvolvimento humano vai de 0 a 1 e divide os resultados em categorias como muito alto, acima de 0,800; alto, de 0,700 a 0,799; médio, de 0,555 a 0,699; e baixo, abaixo de 0,555.

Quando o Pnud iniciou os cálculos do índice, há 30 anos, o Brasil era um país com IDHM baixo. No conjunto, em 2024, o país alcançou IDHM de 0,805, ante 0,744 em 2012. Com esse salto, o Brasil ingressou pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto.

Mesmo com a melhora geral, Betina Barbosa sustenta que o tamanho do fosso continua semelhante. “As desigualdades brasileiras ainda são regionais, mas o que os dados mostram é que todos nós melhoramos, melhoramos os brancos e melhoramos os negros, mas o tamanho do fosso é o mesmo. Em algum momento, os ganhos de melhoria para os brancos serão marginais. Então, como é que eu vou melhorar o país? Com os ganhos dos negros, que são a maioria da população”, explicou.

Na leitura dela, a inclusão não é só uma questão de justiça social, mas de desenho de política pública. Ela citou o peso demográfico da população negra em regiões específicas: “Eu estou falando de 80% da população na região Norte que é negra, e de 76% na região Nordeste. Se eu tenho políticas públicas voltadas para esses segmentos que ainda estão à margem, eu diminuo as desigualdades regionais”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Betina voltou ao tema da “equação” do desenvolvimento. “Não é romantismo, não se trata de ideologia. Se trata de uma equação matemática”, disse. A coordenadora associou o debate ao envelhecimento da população produtiva, afirmando que não há jovens suficientes para substituí-los, e que os jovens existentes são majoritariamente negros, homens e mulheres.

“E os jovens que têm são jovens negros, sejam eles homens ou mulheres negras e que precisam, na verdade, dar conta da equação do desenvolvimento brasileiro”, acrescentou.

A especialista também mencionou um novo paradoxo que exigiria um ciclo de desenvolvimento diferente. “A elite branca do Brasil, e esse é um dos debates sobre os valores da democracia, vai precisar dialogar com um conjunto outro de brasileiros que não são brancos, para que o país possa existir como um país e ancorado nesse valor da democracia”, afirmou.

O próximo ciclo, segundo Betina Barbosa, deveria se concentrar em capacidades avançadas. Ela relacionou essa mudança ao cotidiano dos jovens e ao avanço das tecnologias. “Os jovens estão com os dois pés nas capacidades avançadas e querendo mais. Telefone celular, isso já é um fato. O que é o mundo digital agora para eles? Quais são as novas ferramentas? O que significa medicina de alta complexidade? Uma educação com letramento digital?”, questionou.

O chefe do Pnud no Brasil, Claudio Providas, também comentou as pressões e demandas das novas gerações. Para ele, há novos pontos de estresse, mas também necessidades novas. “Como fechar essa brecha entre as capacidades dos brasileiros do presente e do futuro e o mercado do futuro?”, perguntou, lembrando que o Brasil está entrando em uma economia globalizada.

Providas continuou: “Novas gerações tem novas expectativas. Os caminhos do passado não necessariamente vão a dar conta das soluções do futuro”. A frase resume a preocupação do Pnud com a transição entre o que funcionou antes e o que será exigido daqui para frente.

Na dimensão de renda, o estudo aponta que o crescimento do IDHM da população negra, entre 2012 e 2024, foi impulsionado por educação. O resultado aparece associado a políticas públicas bem sucedidas, além do avanço em saúde. O índice considera parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, com desagregação por cor, negro e branco, e por sexo, mulher e homem.

Betina Barbosa apontou que o desafio para o próximo ciclo está nas políticas de geração de renda. Para ela, esse aspecto não pode ficar restrito a programas sociais. “Qual é a base da economia do futuro do Brasil? De que forma nós vamos organizar a economia monetária brasileira para que ela seja inclusiva?”, questionou, argumentando que é preciso uma política de investimentos voltada para esse objetivo.

O debate também passou por orçamento e compromissos fiscais. “Qual vai ser o pacto em torno da capacidade de investimento? Temos uma parte do orçamento que está sob responsabilidade da classe política brasileira no Congresso. Uma outra parte significativa que está comprometido com os compromissos de dívida”, lembrou Betina Barbosa.

O Radar IDHM inclui ainda a análise do IDHM ajustado à Desigualdade, o IDHMAD. Em 2012, esse indicador situava o Brasil como um país de baixo desenvolvimento humano, em 0,566. Uma década depois, em 2024, o IDHMAD posiciona o país no patamar de médio desenvolvimento humano, em 0,641.

O dado de 2024 serve para mostrar o que a média de 0,805 oculta. O cálculo incorpora desigualdades dentro de cada dimensão do IDHM, o que torna mais visível a distância que separa grupos e realidades. Na avaliação de Claudio Providas, o número exige atenção porque evidencia que uma mulher negra brasileira ainda vive em um contexto diferente do de um homem branco brasileiro.

“Não metaforicamente, mas estatisticamente. Quando levamos em conta a renda do trabalho, as mulheres permanecem na faixa média do desenvolvimento humano, enquanto os homens estão na faixa muito alta. Essa diferença persiste há 13 anos”, disse ele.

Providas citou também que não há espaço para conformismo. Para ele, as boas notícias existem e apontam que a trajetória pode ser alterada com vontade política e compromisso social. “Os estados do Nordeste cresceram mais rapidamente nesse período, as regiões metropolitanas que convergiram, a população negra que avançou a um ritmo quase duas vezes maior que a população branca. A questão que se coloca hoje para o Brasil não é se ele pode crescer, a questão é quem terá um lugar nesse crescimento do futuro”, reforçou.

O estudo traz ainda comparações diretas. O IDHM dos homens é 0,802; já o IDHM das mulheres é mais baixo, 0,798. Quando o recorte é por cor, o IDH dos brancos fica acima da média brasileira, chegando a 0,851. O IDH dos negros, 0,774, aparece como mais baixo que o das mulheres.

Betina Barbosa e Claudio Providas conectam esses indicadores a diferenças concretas de vida. O texto do Radar IDHM aponta que uma pessoa branca que nasce no Rio Grande do Sul vive, em média, até 81 anos. Já uma pessoa negra, que nasce no Amapá, vive sete anos a menos, até 73 anos.

As disparidades também aparecem na renda. O estudo registra que, se uma pessoa branca nasceu no Distrito Federal, a renda média é de R$ 1.987. Se a pessoa é negra e nasceu no Maranhão, a renda média é de R$ 440,66.

Os resultados apresentados no Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.

Tags: aponta estudoAvaliaçãobrasilbrasil dependebrasil vilabrejetubaCulturadesenvolvimento humanodesigualdade racialdivulgado nestaEconomiaEspírito SantoEsportesEstudofuturoIbatibaIDHMirupiiúnajovem brancojovem negrojovens negrosMundoPnudpnud apontapnud brasilpnud brasíliaPolíticaquem sustentaráSaúdeserão chaveTechterçavelha:
Artigo Anterior

Brasil atinge IDHM 0,805 em 2024 e entra, pela 1ª vez, na faixa muito alta

Próximo Artigo

Itamaraty lança guia consular para brasileiros na Copa do Mundo 2026 nos EUA, Canadá e México

Redação I Correio Espirito Santo

Redação I Correio Espirito Santo

O Correio Espírito Santo é um portal de notícias comprometido em levar informação de qualidade, com agilidade e credibilidade, aos leitores capixabas e de todo o Brasil. Com uma cobertura diversificada, o site aborda temas como política, economia, segurança, cultura, entretenimento e esportes, sempre com uma linguagem acessível e objetiva. Nosso compromisso é manter a sociedade bem-informada, oferecendo um jornalismo responsável e imparcial. Acompanhamos de perto os acontecimentos mais relevantes do Espírito Santo, destacando os fatos que impactam o dia a dia da população. Além disso, o Correio Espírito Santo valoriza o jornalismo investigativo e opinativo, trazendo análises aprofundadas e conteúdos exclusivos. Com uma equipe dedicada e apaixonada pela notícia, o portal busca inovar constantemente, integrando tecnologia e comunicação para proporcionar uma experiência informativa dinâmica e interativa.

Notícias Relacionadas!

Ferrovia Transnordestina supera marca de 100 quilômetros de trilhos instalados

Ferrovia Transnordestina supera marca de 100 quilômetros de trilhos instalados

Anp aplica 21 multas por preços abusivos em combustíveis durante o último trimestre

ANP multa 21 empresas por preços abusivos de combustíveis após instabilidade no mercado

Dario Durigan cancela viagem à Rússia após fechamento de aeroporto em Moscou

Durigan diz que governo vai impedir pauta-bomba de ferir a agenda econômica e o país

imagem do whatsapp de 2025 11 06 à(s) 18.10.08 87899b2d

Setor automotivo brasileiro atinge melhor ritmo produtivo desde 2019 com alta de 7,1%

Gasolina fica mais barata em maio com auxílio de subsídios e oferta de etanol

Gasolina fica mais barata em maio com auxílio de subsídios e oferta de etanol

Oit estabelece novas regras globais para proteger prestadores de serviço em aplicativos

OIT aprova convenção que obriga apps a pagar salário mínimo local a prestadores de serviço

Próximo Artigo
Itamaraty publica guia consular para brasileiros na Copa do Mundo 2026

Itamaraty lança guia consular para brasileiros na Copa do Mundo 2026 nos EUA, Canadá e México

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Concordo com os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Recomendado!

boat beside dock

Gana perde Thomas Partey para confronto decisivo no Canadá após negativa de visto

Irã envia contraproposta aos Estados Unidos para buscar fim de conflitos regionais

Acordo de paz entre Irã e Estados Unidos ganha força mas esbarra em exigências mútuas

imagem do whatsapp de 2025 11 06 à(s) 18.10.08 87899b2d

Exames descartam ebola em paciente de São Paulo que esteve na República Democrática do Congo

Ferrovia Transnordestina supera marca de 100 quilômetros de trilhos instalados

Ferrovia Transnordestina supera marca de 100 quilômetros de trilhos instalados

26.05.2025 - Apresentação Carlo Ancelotti

Ancelotti foca em bola parada e espera que Brasil supere Marrocos na estreia da Copa 2026

Oceanos em crise aceleram instabilidade climática e ameaçam litoral do Brasil

Oceanos em crise aceleram instabilidade climática e ameaçam litoral do Brasil

Nossa Página no Facebook!

Correio Espírito Santo

© 2018 - 2025. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.

Sobre O Correio!

  • Termos de Uso
  • Política Privacidade
  • Contato!

Siga Nossas Redes!

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Caderno Tech!
  • Panorama Cultural
  • Arena Total!
  • Entre Linhas
  • Espírito Santo
  • iGossip News!
  • Mundo da Saúde 360!

© 2018 - 2025. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você concorda com o uso de cookies. Consulte nossa Política de Privacidade e Cookies.