São Paulo (SP) – A sede da B3, em São Paulo, foi palco nesta sexta-feira (3) do segundo leilão de transmissão de energia elétrica promovido pela Aneel em 2024. Com o objetivo de ampliar a infraestrutura do setor, o certame movimentou quatro lotes — numerados de 7 a 10 — que preveem investimentos na casa de R$ 1,8 bilhão. A expectativa é de que as obras gerem mais de 4 mil postos de trabalho, entre contratações diretas e indiretas.
A operação contempla a construção e a manutenção de 61 quilômetros de linhas de transmissão, além de uma capacidade de transformação de 2.400 megavolt-ampères (MVA) em subestações. O critério de vitória seguiu o modelo de maior deságio, ou seja, quem ofereceu o menor valor sobre o teto da Receita Anual Permitida (RAP) garantiu o direito de operar as instalações.
O lote 7, localizado no estado de São Paulo, abriu as negociações. O Consórcio Olympus XX arrematou o ativo com uma RAP de R$ 96,7 milhões, o que representou um deságio de 52% diante do valor máximo estipulado pela agência reguladora. A disputa pelo trecho foi acirrada, superando a proposta de R$ 181 milhões da Fip Shelf 300.
Em Cuiabá, Mato Grosso, o lote 10 ficou sob responsabilidade da Axia Energia. A empresa apresentou uma oferta de R$ 23,7 milhões, garantindo um deságio de 51,84%. A vencedora desbancou outros três competidores: Consórcio Olympus XX, Zopone Engenharia e Comércio e Cymi Construções e Participações.
A Axia Energia Sul também marcou presença e saiu vitoriosa em outros dois lotes. No lote 9, que abrange instalações paulistas, a companhia ofereceu R$ 16,2 milhões de RAP, com um deságio expressivo de 57,24%. O grupo venceu concorrentes como a Cymi Construções e Participações e a EDP Energias do Brasil.
Por fim, o lote 8, composto por instalações no Mato Grosso do Sul, foi o último a ser licitado. Com uma oferta de R$ 10,8 milhões, a Axia Energia Sul assegurou o contrato ao registrar um deságio de 59,04%. O lote atraiu um grupo diversificado de participantes, incluindo a Cox Brasil, Engepar Engenharia e Participações e o Consórcio Olympus, mas a proposta da Axia superou as demais.
Este evento na B3 dá continuidade à agenda de expansão da malha elétrica nacional, que iniciou o ano com um primeiro leilão realizado em março, quando outros cinco lotes foram arrematados. A Receita Anual Permitida atua como o principal mecanismo de remuneração para as empresas responsáveis por integrar o sistema elétrico e assegurar que a energia chegue aos usuários finais com estabilidade.











