Aracruz (ES) – O centro de Aracruz viu a paisagem urbana mudar na manhã deste sábado (27). O governador Ricardo Ferraço esteve na Rua Padre Pedro Luiz Parenzi para oficializar a instalação do primeiro Totem de Segurança da cidade. A estrutura, que chama a atenção pelos seus quatro metros de altura, não é apenas um marco visual, mas uma peça fundamental no projeto Estado Presente em Defesa da Vida, focado em usar inteligência e monitoramento digital para inibir ações criminosas.
Ao discursar sobre a iniciativa, o chefe do Executivo estadual reforçou que o projeto não é novo, mas que a sua migração da Região Metropolitana para o interior carrega um peso estratégico. A ideia é que esses equipamentos funcionem como sentinelas ininterruptas, operando 24 horas por dia. O governador enfatizou que o objetivo central é permitir que os capixabas recuperem a paz ao circular pelas ruas e frequentar espaços públicos, mantendo o estado como referência nacional em índices de segurança.
A tecnologia chegou ao Espírito Santo em julho de 2025, com a primeira unidade instalada em Cariacica. De lá para cá, o modelo ganhou corpo. Atualmente, a Grande Vitória já abriga 40 desses dispositivos, que se provaram úteis em cenários que vão desde tentativas de homicídio e tráfico de drogas até assistência em acidentes de trânsito e ocorrências de violência doméstica. O sucesso dessas operações motivou a atual fase de expansão, que está levando 20 totens para cinco polos do interior: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Aracruz, São Mateus e Linhares, com quatro unidades destinadas a cada um desses municípios.
Linhares já começou a receber seus equipamentos no início deste mês. Já em São Mateus, a operação teve início na última terça-feira (23). O planejamento para decidir onde cada totem seria colocado não foi aleatório. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, critérios rigorosos guiaram as escolhas. Foram analisados dados sobre o fluxo de pessoas nas ruas, estatísticas criminais e a densidade populacional de cada área. Para o secretário, a presença desses totens vai além do monitoramento: trata-se de um canal direto de comunicação que aumenta a resposta estatal em situações de emergência.
Todo o funcionamento das estruturas está conectado ao Núcleo de Intervenções Rápidas, o NIR, dentro do Centro Integrado Operacional de Defesa Social, o Ciodes. Esse centro funciona em regime permanente, processando e analisando em tempo real os dados que chegam de cada ponto da rede. Não se trata apenas de câmeras filmando o cotidiano; os totens são complexos sistemas de vigilância.
Cada coluna metálica é equipada com giroflex, sistema de som de alta potência e câmeras capazes de cobrir 360 graus. O cidadão que se sentir em perigo pode acionar o botão de emergência, que estabelece contato imediato com o Ciodes. Por trás dessa interface, um software de Inteligência Artificial trabalha silenciosamente. Ele faz o reconhecimento facial e a leitura automatizada de placas de veículos, além de detectar aglomerações incomuns e rastrear pessoas ou objetos suspeitos. É a tecnologia tentando antecipar o movimento do crime antes que o dano se concretize.









