Rio de Janeiro (RJ) – O desenho administrativo do governo estadual do Rio de Janeiro sofreu uma alteração estratégica nesta terça-feira (14). Por meio de publicação oficial, o Executivo determinou a fusão das pastas de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com a de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (Sedipaf). O objetivo declarado é um só: reduzir despesas e diminuir o tamanho da máquina pública.
A gestão atual sustenta que a estrutura administrativa fluminense, hoje composta por 35 secretarias, está acima do patamar que considera saudável — algo em torno de 22 ou 23 órgãos. Essa reorganização marca um passo na tentativa de aproximar o governo desse ideal, ao menos no que tange ao setor produtivo rural.
Com a unificação, todas as atribuições referentes ao planejamento, coordenação e execução de políticas de pecuária, aquicultura, abastecimento e desenvolvimento regional serão concentradas sob um único comando. A ideia central é eliminar a sobreposição de competências e a duplicidade de estruturas administrativas que, até então, travavam o fluxo de trabalho. A expectativa é que, com decisões centralizadas, a resposta às demandas do campo ganhe agilidade e as entregas de políticas públicas sejam mais coesas.
Para assumir a nova estrutura, que absorve as demandas da antiga Sedipaf e da Seapa, o governo nomeou o médico veterinário Ricardo Augusto Rosa Mansur. A escolha de um nome com histórico no setor busca conferir continuidade técnica às ações do estado.
Mansur não é um estranho ao setor público fluminense. Sua trajetória inclui passagens como coordenador de Fomento Agropecuário e de Defesa Sanitária Animal, cargos que ocupou justamente no guarda-chuva da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. Além disso, ele já exerceu a função de diretor-técnico na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), acumulando experiência tanto na linha de frente quanto no planejamento estratégico da extensão rural.
Na prática, a fusão retira a separação física e administrativa entre áreas que, embora correlatas, funcionavam de forma estanque. Resta saber se a simplificação da estrutura será suficiente para destravar os gargalos históricos que o produtor rural enfrenta no estado, enquanto o governo segue sob pressão para continuar o processo de redução do número de secretarias nos próximos meses.













