Brasília (DF) – O segundo turno das eleições de 2026, marcado para este domingo, dia 25, terá regras específicas para a conduta dos cidadãos nas seções eleitorais. A Justiça Eleitoral permite a manifestação individual e silenciosa da preferência política, garantindo que o eleitor possa expressar seu posicionamento sem infringir a legislação vigente.
Na prática, isso significa que quem for às urnas tem o direito de utilizar vestimentas e acessórios que identifiquem sua escolha. Itens como camisetas, broches, adesivos e bandeiras são permitidos, desde que o uso ocorra de forma pessoal e discreta, sem qualquer tipo de interferência no ambiente de votação ou na decisão de outros cidadãos.
A permissão, contudo, possui limites rígidos. A legislação proíbe terminantemente qualquer ato que caracterize a boca de urna. Ficam vetadas aglomerações de pessoas com uniformes padronizados, manifestações coletivas que causem barulho, abordagens direcionadas a outros eleitores e qualquer tentativa de aliciamento de votos. Essas condutas são classificadas como crime eleitoral e podem resultar em punições severas.
A fiscalização durante o dia de votação conta com o apoio da própria população. Caso algum cidadão presencie comportamentos que fujam das normas estabelecidas, é possível registrar a ocorrência por meio do aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral. A plataforma funciona como um canal direto de denúncias para o órgão responsável.
Ao utilizar a ferramenta, o denunciante deve indicar o local exato onde a suposta irregularidade aconteceu e realizar uma descrição detalhada dos fatos observados. Para conferir maior precisão à apuração, o sistema possibilita ainda o envio de evidências complementares, como arquivos de áudio, vídeos, fotos ou links que ajudem a validar a reclamação.








