Rio de Janeiro (RJ) – O último dia de campanha eleitoral, ocorrido neste sábado (24), foi marcado por intensas mobilizações dos candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambos os presidenciáveis percorreram estados estratégicos como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, buscando o contato direto com o eleitorado em atos de rua que concentraram milhares de apoiadores.
No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro comandou uma caminhada na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Partindo da Praça do Ó com o apoio de trios elétricos, o ato seguiu em direção ao Condomínio Vivendas da Barra. Ao lado de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, e figuras como Nikolas Ferreira e o senador eleito Deltan Dallagnol, o candidato projetou otimismo para o resultado do pleito, mencionando valores como liberdade e prosperidade.
A multidão que acompanhou o ato exibia bandeiras de Israel e vestimentas nas cores verde e amarelo, entoando o Hino Nacional e carregando faixas com críticas ao opositor. Pela manhã, o ritmo foi similar em Belo Horizonte, onde o candidato do PL participou de uma motocarreata ao lado de lideranças da direita mineira, reforçando sua mensagem de mudança antes de seguir para os eventos do turno da tarde.
Enquanto isso, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva também escolheu o Rio de Janeiro para um de seus últimos atos, realizando uma caminhada na orla de Copacabana. Acompanhado pela primeira-dama Janja Lula da Silva e por uma comitiva de políticos aliados, incluindo Eduardo Paes e o prefeito Eduardo Cavaliere, o candidato petista adotou um tom crítico em seu discurso. Ao interagir com a imprensa, Lula comparou a atual disputa aos confrontos eleitorais das décadas passadas, classificando a campanha de seu adversário como a de nível mais baixo que já enfrentou.
Durante sua fala, o candidato focou na mobilização do voto feminino, utilizando o caso de Ana Clara — menina morta em 2021 em Niterói após ser atingida por disparo de fuzil — para contestar a postura de Flávio Bolsonaro, que na época defendeu o policial envolvido no episódio. Lula afirmou que as mulheres seriam fundamentais para o resultado desta eleição, clamando por uma mudança que, segundo ele, evitaria retrocessos em áreas cruciais como saúde, educação e cultura.
O encerramento do calendário de atos ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde Lula promoveu uma grande manifestação de apoiadores. O clima no local remeteu à histórica campanha de 1989, conforme o próprio candidato relembrou em seu pronunciamento final. Ele destacou que a sociedade brasileira assumiu o protagonismo no segundo turno, tratando o pleito não apenas como uma questão partidária, mas como um compromisso cívico com o futuro do país.
Em publicações simultâneas nas redes sociais, Flávio Bolsonaro manteve a estratégia de apelar aos indecisos, argumentando que o Brasil clama por um novo momento. O candidato do PL criticou a gestão atual, classificando as promessas do governo vigente como insuficientes para atender às expectativas da população. Com os eventos deste sábado, os dois candidatos encerram o período de campanha nas ruas, aguardando agora a decisão final nas urnas.








