Nova York, Estados Unidos – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, liderou uma série de compromissos diplomáticos durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na última quinta-feira (24), o chanceler presidiu o encontro da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, bloco que terá o Brasil à frente das atividades até 2029.
A pauta central da reunião envolveu as diretrizes para a governança do oceano, abrangendo temas críticos como segurança, defesa, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico. Os representantes das 24 nações integrantes avaliaram o progresso da Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro, documento firmado em abril deste ano. Na ocasião, a República Democrática do Congo oficializou sua adesão à Convenção sobre a Proteção do Meio Ambiente Marinho, marcando um passo inédito para o grupo em termos de acordos multilaterais desde a sua criação, quatro décadas atrás, com o objetivo de impedir a militarização e o uso nuclear na região.
Ainda na quinta-feira, a diplomacia brasileira atuou em uma frente humanitária, copresidindo uma reunião de apoio à agência da ONU dedicada aos refugiados da Palestina. Ao lado de representantes da Espanha e da Jordânia, e com a presença do secretário-geral António Guterres e do presidente da Assembleia Geral, Khalilur Rahman, o ministro destacou o cenário humanitário na Faixa de Gaza. Vieira pontuou que, transcorrido quase um ano do plano para interromper o conflito, a situação permanece crítica, com cerca de dois milhões de pessoas desabrigadas e vivendo sob risco constante. O chanceler ainda prestou solidariedade às equipes da agência, citando a perda de 390 funcionários durante o cumprimento de suas funções.
Antes dessas agendas, na quarta-feira (23), o Brasil formalizou um Marco de Cooperação Estratégica com os Países Baixos. O documento visa impulsionar uma agenda bilateral diversificada, focada em setores como comércio sustentável, transição energética, investimentos em tecnologia e inovação, além de estratégias conjuntas contra a criminalidade. A assinatura do acordo ganha contornos simbólicos, dado que os dois países celebram, ao longo de 2024, dois séculos de relações diplomáticas formais.






