Nova York, Estados Unidos – Duas décadas após o ataque contra uma assistente de produção, a Justiça de Nova York fixou em 15 anos de reclusão a nova sentença imposta ao ex-produtor Harvey Weinstein, nesta quarta-feira.
Aos 74 anos, o cofundador do estúdio Miramax, detentor de quatro estatuetas do Oscar de melhor filme, já cumpria pena desde 2018. O empresário acumulou uma condenação anterior de 23 anos de prisão decorrente de abusos contra a mesma ex-assistente e pelo estupro de uma atriz iniciante.
O veredito original emitido em 2020 representou um ponto de inflexão para o movimento MeToo, encorajando centenas de mulheres a tornarem públicas denúncias de assédio e violência. Mais de cem mulheres, com atrizes de prestígio entre elas, direcionaram acusações formais contra Weinstein ao longo dos anos.
A trajetória judicial sofreu uma reviravolta em 2024, quando a Alta Corte de Nova York anulou aquela primeira condenação histórica. Um novo julgamento realizado no ano seguinte culminou em um novo reconhecimento de culpa pela agressão à ex-assistente, embora a definição da pena permanecesse pendente até esta semana.
Durante o processo recente, os magistrados o absolveram da acusação de agressão sexual contra uma ex-modelo. Houve ainda uma acusação de estupro envolvendo uma atriz que não chegou a um veredito final.
Os promotores optaram por desistir dessa acusação específica no último mês de junho. A decisão ocorreu após a vítima relatar total falta de condições psicológicas para reviver o trauma e testemunhar sobre os fatos pela quarta vez na justiça.
A situação jurídica do ex-magnata do cinema abrange outros estados norte-americanos. Na Califórnia, Weinstein recebeu outra condenação em 2022, fixada em 16 anos de reclusão, também por estupro e violência sexual.
A defesa do ex-produtor manteve a posição de negar todas as acusações formalizadas contra ele ao longo dos processos nos tribunais.






