Cariacica (ES) – O cenário de instabilidade no sudoeste asiático atingiu um novo patamar nesta segunda-feira (13). O fim de semana foi marcado por uma sucessão de ataques envolvendo mísseis e drones, uma troca de fogo direta que colocou em xeque o frágil acordo de paz costurado há apenas um mês. O impacto imediato foi sentido nos mercados globais, com a cotação do petróleo registrando alta superior a 3% devido ao bloqueio persistente do Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou detalhes sobre suas ofensivas mais recentes, mirando instalações militares norte-americanas espalhadas pelo Bahrein e Kuwait. Segundo o comando iraniano, a investida resultou na destruição de sistemas de radar em Omã e atingiu pontos estratégicos na Base Aérea Prince Hassan, na Jordânia — especificamente depósitos de munição e tanques de combustível.
Simultaneamente, o grupo Houthi, que exerce controle sobre o norte do Iêmen, apontou o dedo para a Arábia Saudita. O porta-voz do grupo insurgente acusou os sauditas de terem bombardeado o aeroporto internacional de Sanaa. Em tom de ameaça, o representante militar dos Houthis garantiu que a ação terá uma resposta à altura.
Do outro lado do confronto, a movimentação dos Estados Unidos tem sido intensa. O Comando Central norte-americano detalhou que, no domingo (12), dezenas de alvos iranianos foram atingidos. A estratégia, segundo Washington, é minar a capacidade do Irã de obstruir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O arsenal utilizado pelos EUA contra radares costeiros, sistemas de defesa aérea, mísseis e embarcações menores incluiu, pela primeira vez, o emprego de drones marítimos.
A retórica política também subiu de tom. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (13), o presidente Donald Trump defendeu uma postura mais incisiva, sugerindo que os Estados Unidos deveriam assumir o controle total do Estreito de Ormuz. O líder norte-americano foi além, afirmando que o país deveria ser remunerado por essa vigilância marítima, mantendo a negação oficial de que o governo iraniano possua qualquer soberania sobre a passagem estratégica.
A manutenção desse clima de beligerância coloca em risco total o entendimento provisório firmado no mês passado, que previa o fim das hostilidades após um período de 60 dias de negociações. Com a troca de disparos se intensificando, o horizonte diplomático parece cada vez mais distante, enquanto o mercado de energia reage com nervosismo ao bloqueio das rotas de escoamento.










