La Guaira, Venezuela – O cenário de destruição deixado pelos terremotos que assolaram o território venezuelano no final de junho, vitimando mais de 4 mil pessoas, pautou o diálogo entre Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Delcy Rodríguez na tarde desta sexta-feira (10). Durante o contato telefônico, a líder venezuelana expressou seu reconhecimento pelo suporte logístico e humanitário fornecido pelo Brasil em um momento de crise aguda.
O apoio enviado por Brasília concentrou-se no envio imediato de suprimentos essenciais. Entre os itens entregues pelo governo brasileiro estão lotes de medicamentos e materiais médicos básicos, como seringas, luvas, máscaras, gazes e ataduras. A mobilização buscou suprir as falhas críticas no sistema de saúde local, sobrecarregado pelo fluxo de feridos nos dias que seguiram aos tremores.
A presença da Marinha do Brasil em La Guaira foi um dos pilares dessa colaboração. Na cidade, que registra os maiores danos estruturais, militares montaram um hospital de campanha. A estrutura provisória foi responsável por mais de mil atendimentos e pela realização de cirurgias de baixa complexidade, oferecendo um alívio imediato à rede de assistência local que sucumbiu ao desastre.
Durante a conversa, Lula reafirmou a Delcy Rodríguez que o Brasil mantém sua disposição em seguir colaborando com o país vizinho. A oferta de assistência brasileira não se limita apenas ao socorro emergencial, mas se estende ao processo de reconstrução das áreas devastadas pela atividade sísmica. O objetivo central, segundo o presidente, é garantir o amparo necessário à população afetada pela catástrofe.
Do lado venezuelano, o horizonte agora é de planejamento. Delcy relatou ao presidente brasileiro que a administração em Caracas já está estruturando as etapas de recuperação das zonas mais prejudicadas. O foco da estratégia do governo venezuelano recai sobre o setor habitacional: a prioridade absoluta é a rápida construção de moradias destinadas às milhares de famílias que perderam seus lares e hoje dependem de abrigos para sobreviver.







