Vitória (ES) – Um choque violento entre duas composições de alta velocidade na linha que liga Madrid ao sul da região de Andaluzia deixou pelo menos 68 mortos nesta data de 28. O impacto foi tão forte que provocou o descarrilamento imediato de vários vagões ao longo dos trilhos. Trata-se do segundo acidente fatal registrado em menos de um ano no mesmo trecho ferroviário e operado pelas mesmas companhias, repetindo uma tragédia que já havia vitimado 46 pessoas em janeiro.
O rei Felipe da Espanha manifestou solidariedade pública aos familiares das vítimas e elogiou o trabalho exaustivo das equipes de resgate no local. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também compareceu à zona do desastre. Na ocasião, ele classificou a repetição de um evento dessa magnitude em um intervalo tão curto como algo inaceitável, prometendo que as investigações oficiais vão apurar eventuais responsabilidades por negligência. Os indícios iniciais apontam que a tragédia teria começado após a parada imprevista de uma das composições em virtude de uma falha na sinalização.
Enquanto o país europeu lida com o luto ferroviário, o cenário político em Israel permanece em aberto com a continuidade da apuração das eleições para o parlamento, a Kneset, que conta com 120 membros. A votação registrou participação recorde em meio aos conflitos no Oriente Médio e marcou o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em outubro de 2023. O bloco liderado pelo partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está na frente com 53 assentos, mas ainda precisa alcançar a marca de 61 cadeiras para viabilizar a formação de governo.
O principal oponente na disputa é Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas e dirigente do partido de centro Yashar. Caso o impasse persista, ambas as lideranças poderão necessitar de alianças com legendas árabes para destravar o cenário político, enquanto manifestações populares ocorrem por todo o território israelense.
No cenário francês, o Senado aprovou um projeto de lei rigoroso voltado a endurecer as punições contra manifestantes envolvidos na destruição de patrimônio público e estabelecimentos comerciais. A iniciativa legislativa surge como uma reação direta aos atos de vandalismo que tomaram diversas cidades francesas ao longo do último mês. O texto legal institui a responsabilização civil solidária para todos os integrantes de grupos que participem de depredações, impondo multas individuais que podem alcançar até 10 mil euros.
O pacote aprovado pelos senadores incorpora ainda um conjunto robusto de dispositivos de segurança urbana. Entre as novas regras encontram-se a autorização para o uso de drones com finalidades judiciais e a possibilidade de suspensão de contas em plataformas de serviços digitais. Com as novas modificações, as penas de reclusão previstas para os infratores podem saltar de um para três anos de prisão.












