Brasília (DF) – A condução do processo eleitoral brasileiro foi defendida publicamente nesta quarta-feira pelo comando da principal corte da justiça do país. O posicionamento veio a público logo depois que o senador Flávio Bolsonaro, postulante derrotado ao Executivo federal pelo PL, tornou pública uma carta na qual classificou a disputa como fraudada.
Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, o pleito deste ano ocorreu dentro de um cenário de absoluta tranquilidade jurídica e institucional. A autoridade máxima da instituição atribuiu o resultado ao esforço conjunto de servidores públicos, mesários, forças policiais e demais profissionais mobilizados em todo o território nacional para garantir o cumprimento das leis e da Constituição.
O magistrado enfatizou ainda que o resultado expresso nas urnas precisa ser integralmente acatado. A declaração reforçou que a prioridade absoluta da Justiça Eleitoral é assegurar a soberania da vontade popular manifestada pelos cidadãos que compareceram aos locais de votação para definir os representantes do país.
A repercussão institucional aconteceu paralelamente à saída do senador Flávio Bolsonaro do território nacional rumo aos Estados Unidos. O parlamentar obteve um visto emitido pela administração do presidente norte-americano Donald Trump logo após o ministro Alexandre de Moraes ordenar a entrega de seus passaportes às autoridades brasileiras.
No segundo turno da disputa presidencial, realizado no último domingo, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu a vitória ao somar 64 milhões de votos. O representante do Partido Liberal alcançou pouco mais de 59 milhões de sufrágios na contagem final.
Dados oficiais divulgados pelo órgão eleitoral apontam que cerca de 158,7 milhões de brasileiros detinham condições de participar do pleito. A extensão de duas horas no horário de encerramento da votação registrou a computação de 34.393 votos adicionais.













