São Paulo (SP) – Os negócios na bolsa brasileira registraram mais uma sessão de forte retração nesta quarta-feira (28), acumulando três pregões consecutivos de perdas para o principal índice acionário do país. O Ibovespa despencou 2,68%, encerrando as atividades aos 171.006,10 pontos, o patamar mais baixo verificado desde o dia 20 de agosto, quando a pontuação havia ficado em 167.927,15 pontos.
Ao longo da sessão, o indicador flutuou entre a mínima de 170.162,48 pontos e a máxima de 175.711,22 pontos. As quedas abrangeram diversos segmentos do mercado acionário, penalizando com maior intensidade as companhias com forte exposição à atividade econômica interna, a exemplo do setor imobiliário e empresas de capital menor.
O ambiente de cautela entre os investidores permaneceu ditado pelas dúvidas em torno da futura condução fiscal da administração federal, superando os efeitos da decisão monetária lá fora. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por conservar a taxa básica de juros no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, medida que já era amplamente aguardada pelos analistas.
Apesar do desdobramento externo, Wall Street operou em terreno positivo, com o índice S&P 500 registrando avanço de 0,28%. A repercussão do cenário político nacional e sua interação com as diretrizes diplomáticas com os americanos também pesaram na percepção de risco local.
O movimento de desinvestimento ganhou tração desde o desfecho das eleições presidenciais. Registros da B3 apontam que o capital estrangeiro retirou R$ 2,846 bilhões da praça paulista na segunda-feira (26), data que marcou o primeiro pregão após o segundo turno do pleito.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve baixa de 0,19%, cotado a R$ 5,34, após uma trajetória de montanha-russa. Por volta das 13h30, a cotação chegou a bater em R$ 5,399, mas a moeda americana perdeu fôlego nas horas finais acompanhando o enfraquecimento internacional do ativo após o comunicado do banco central dos Estados Unidos.
Mesmo com o recuo diário, a divisa acumula alta semanal de 6,95%, impulsionada pela forte volatilidade observada no início da semana, além de um ganho de 3,19% ao longo do mês. No balanço acumulado do ano, contudo, o dólar ainda apresenta desvalorização de 2,59%.
As perdas da bolsa na semana já alcançam 16,6%, enquanto o desempenho mensal aponta um recuo de 8,2%.











