Rio de Janeiro (RJ) – O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) tornou-se novamente foco de uma investigação da Polícia Federal nesta terça-feira, 27 de agosto. A ofensiva integra a segunda etapa da Operação Castratio, que apura um suposto esquema de corrupção estruturado dentro da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Rio de Janeiro. Agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói, sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
O núcleo da investigação gira em torno de contratos de esterilização e castração de animais, que juntos alcançam a marca de R$ 200 milhões. A suspeita é de que o processo tenha sido manobrado para favorecer a empresa Consuvet, constituída apenas meses antes de formalizar seu primeiro vínculo com o órgão estadual, em julho de 2021. Naquele período, Marcelo Queiroz ocupava o cargo de secretário de Agricultura.
De acordo com os investigadores, a dinâmica operacional do grupo envolvia direcionamento de licitações e superfaturamento de valores. A atual fase da operação busca aprofundar o entendimento sobre a dimensão da organização criminosa, utilizando como base as provas colhidas durante a primeira etapa da ação, realizada em maio deste ano.
Naquela ocasião, o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em território fluminense e paulista. Durante o primeiro momento das diligências, o parlamentar teve seu telefone celular apreendido. Em outros endereços ligados a investigados, as equipes confiscaram quantias em espécie, veículos e diversos dispositivos eletrônicos.
A Polícia Federal sustenta que as evidências reunidas até aqui apontam para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e corrupção, sem descartar o surgimento de outras infrações penais à medida que o trabalho de apuração avance. A continuidade das buscas visa delimitar as responsabilidades e a estrutura do suposto esquema fraudulento que operava sob a gestão da Seapa.
Até o fechamento desta reportagem, as tentativas de contato com o deputado Marcelo Queiroz e seu gabinete na Câmara dos Deputados não resultaram em manifestação ou esclarecimentos sobre as acusações apontadas pela operação policial.












