Brasília (DF) – O monitoramento eletrônico de Jair Bolsonaro registrou uma oscilação na sexta-feira (19), forçando a Polícia Militar do Distrito Federal a intervir. Por volta das 18h57, a central responsável pela fiscalização da prisão domiciliar detectou a ausência de sinal de GPS vindo da tornozeleira usada pelo ex-presidente. O episódio disparou um alerta automático no sistema, disparando o protocolo de verificação da corporação.
A reação dos agentes seguiu os trâmites padrão para esses casos. Inicialmente, a equipe de monitoramento contatou Bolsonaro, solicitando que ele se posicionasse na área externa da residência. O objetivo era tentar forçar a reconexão com os satélites de rastreamento. O ex-presidente atendeu à orientação prontamente, mas, como medida de cautela, uma guarnição foi enviada fisicamente ao endereço às 20h04.
Ao chegar ao local, os policiais realizaram uma inspeção minuciosa. O relatório enviado posteriormente ao Supremo Tribunal Federal descreve que o aparelho não apresentava qualquer sinal de adulteração. A estrutura física da tornozeleira estava intacta, com as luzes indicativas operando em cadência normal. Após o procedimento, o funcionamento foi normalizado e não houve necessidade de realizar a troca do equipamento.
Desde o dia 27 de março deste ano, Bolsonaro cumpre regime de prisão domiciliar temporária em meio ao tratamento de uma pneumonia bacteriana. A medida faz parte da execução da pena de 27 anos e três meses, imposta pela participação em crimes que incluem a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O rigor do cumprimento da pena impõe condições restritivas severas. Além do uso obrigatório do dispositivo eletrônico, o ex-presidente enfrenta uma proibição rígida de acesso a aparelhos celulares e redes sociais — estando vetada inclusive a comunicação por meio de terceiros ou a gravação de conteúdos para a internet. O acesso de visitantes também está condicionado a uma autorização prévia da Suprema Corte. A segurança no perímetro da residência é mantida pela Polícia Militar, garantindo que o monitorado permaneça sob custódia ininterrupta enquanto cumpre a determinação judicial.










