Caieiras (SP) – Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva, a Marcinha, dedica sua vida a formar novos talentos no futebol. Após uma trajetória de 20 anos nos gramados, a ex-jogadora migrou para as categorias de base, revelando nomes como Rodrigo Nestor e Matheus Bidu. Hoje, em Caieiras (SP), ela coordena projetos de futsal e celebra a evolução do esporte, embora ressalte que a disciplina e o respeito pela história continuam sendo os pilares fundamentais para qualquer atleta.
Marcinha integrou a primeira Seleção Brasileira Feminina no Torneio Experimental da Fifa em 1988, na China, evento que pavimentou o caminho para a primeira Copa do Mundo feminina. Agora, essa geração de pioneiras pode receber uma reparação histórica através do Projeto de Lei 1315/2026, vinculado à Copa de 2027. A proposta prevê um auxílio de R$ 500 mil às atletas que representaram o Brasil em 1988 e 1991, um gesto que busca resgatar a dignidade de quem lutou em um período de escassa visibilidade.
O sentimento é compartilhado por Rosilane Camargo Motta, a Fanta, que atuou em três Copas do Mundo e hoje ensina futebol para novas gerações no Rio de Janeiro. Para ela, o reconhecimento financeiro e simbólico é um legado necessário após décadas de proibição da modalidade no país. As pioneiras aguardam com expectativa a Copa do Mundo de 2027 no Brasil, esperando que o evento impulsione investimentos na base e fortaleça o profissionalismo dos clubes brasileiros.










