Rio de Janeiro (RJ) – A briga pelo topo da tabela do Campeonato Brasileiro ganhou novos contornos neste sábado (15). No Maracanã, o Fluminense respirou aliviado ao derrubar um incômodo jejum de oito partidas sem vencer, superando o Palmeiras por 3 a 2 em um confronto repleto de reviravoltas que abriu a 23ª rodada. O resultado não apenas devolveu a confiança aos donos da casa, mas também travou a tentativa paulista de disparar na liderança isolada da competição.
A vitória tricolor veio sob uma atmosfera de recomeço. Comandado de forma interina pelo auxiliar Marcão, o time carioca tentava se reestruturar após a demissão do técnico Luís Zubeldía na última quinta-feira (13) — consequência direta do empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, da Argentina, pela Libertadores. A resposta em campo levou o clube aos 38 pontos, segurando firme a quarta posição dentro do G-5, zona que assegura vaga no torneio continental de 2027.
Pelo lado paulista, a derrota acendeu um sinal de alerta. Estacionado nos 48 pontos, o Palmeiras corre o risco de ver sua vantagem sobre o Flamengo encolher de seis para três pontos. O rival carioca entra em campo neste domingo (16), às 18h30, diante do Mirassol, no Maião, com a chance de colar de vez na liderança.
O roteiro do jogo testou os nervos dos torcedores desde o início. Logo aos nove minutos, Gustavo Gómez aproveitou escanteio cobrado por Joaquín Piquerez e, subindo mais alto que Jemmes, cabeceou para encobrir o goleiro Fábio, abrindo o placar para os visitantes. A reação do Fluminense veio no fim da primeira etapa, aos 42 minutos, quando Agustín Canobbio cruzou da direita e Hulk testou firme para empatar, anotando seu segundo gol pelo clube.
O segundo tempo reservou o ápice do drama. Aos 36 minutos, o goleiro Carlos Miguel deu um chutão que Flaco López escorou de cabeça, deixando Maurício — que recém havia substituído Andreas Pereira — livre para bater na saída de Fábio e recolocar o Palmeiras em vantagem. Mas o balde de água fria durou pouco. Apenas três minutos depois, Kevin Serna empatou novamente ao aproveitar o rebote de uma cabeçada de Germán Cano na trave, originada em cruzamento de Guga.
Quando o empate parecia definitivo, a estrela de Germán Cano brilhou nos acréscimos. Aos 46 minutos, Guga recebeu um lançamento preciso de Martinelli pela direita e cruzou no limite da linha de fundo. Martinelli correu para a área para escorar, mas foi Cano quem surgiu no meio do caminho para desviar de cabeça, vencer Carlos Miguel e selar a eletrizante vitória tricolor.








