Londres, Reino Unido – O objetivo é claro e a hora está marcada. Às 9h desta sexta-feira, horário de Brasília, a tenista paulista Luisa Stefani entra em quadra em Londres com a missão de alcançar sua primeira final de duplas femininas no prestigiado torneio de Wimbledon. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a número 7 do ranking da WTA enfrenta a parceria formada pela japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa En-Shuo Liang.
A classificação para a semifinal veio na última quarta-feira, com uma exibição sólida diante da tcheca Ana Siskova e da polonesa Katarzyna Piter. A vitória por 2 a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, foi selada em apenas 59 minutos. O desempenho tem sido dominante: a dupla acumula oito triunfos seguidos na temporada e, nas quatro partidas disputadas até agora na grama inglesa, não perdeu um set sequer, cedendo apenas 17 games.
Luisa não esconde a satisfação com o controle demonstrado em quadra. A brasileira destacou a agressividade da dupla, que impediu o crescimento das adversárias nos confrontos anteriores. A trajetória atual marca a terceira semifinal consecutiva de Grand Slam da parceria, que também atingiu essa fase no Aberto da Austrália e em Roland Garros em 2026.
Para a atleta de 28 anos, o momento é de consolidação. Em 2025, ela já havia batido na trave em Wimbledon ao chegar à final das duplas mistas com o britânico Joe Salisbury — um feito que não era alcançado por uma brasileira desde Maria Esther Bueno, em 1967. Naquela oportunidade, o título escapou contra a dupla formada pelo holandês Sem Verbeek e pela tcheca Katerina Siniakova.
A atual campanha em Londres já assegura a Stefani um lugar no top-5 do ranking mundial da WTA, com a quinta posição garantida independentemente do resultado de hoje. Caso avance para a decisão, a brasileira alcançará o quarto posto. Apesar da ascensão na lista da associação, a tenista — que carrega no currículo um bronze olímpico conquistado em Tóquio ao lado de Laura Pigossi — mantém o foco no curto prazo. Para ela, o ranking é apenas uma consequência natural de um trabalho que prioriza, jogo a jogo, o nível técnico apresentado em quadra.









