Boston, Estados Unidos – O silêncio nos gramados norte-americanos durou apenas vinte e quatro horas. Após a breve pausa desta quarta-feira, dia 8, a Copa do Mundo de 2026 retoma seu curso normal nesta quinta-feira, dia 9, inaugurando a aguardada fase de quartas de final com um confronto de peso. Em Boston, às 18h pelo horário de Brasília (17h no horário local), França e Marrocos medem forças em partida única para decidir quem avança rumo à semifinal.
Reedição de duelo histórico
O embate de logo mais carrega uma forte carga de nostalgia recente. Trata-se de uma reedição exata da semifinal de 2022, disputada no Catar, ocasião em que os franceses levaram a melhor por 2 a 0. Daquelas redes balançadas, o lateral Theo Hernández continua como peça importante do elenco atual. Por outro lado, o atacante Kolo Muani, que selou a classificação francesa na época, acabou não sendo convocado para a atual edição do torneio.
Desta vez, a seleção europeia chega credenciada pelo futebol mais vistoso e convincente apresentado no torneio até o momento. A confiança francesa no ataque é sustentada principalmente pelo jovem Olise, um dos grandes nomes da equipe, e pela genialidade do camisa 10, Kylian Mbappé. O craque francês vem justificando a cada partida os holofotes voltados para si, consolidando-se como o grande nome deste Mundial.
A força coletiva e as dúvidas marroquinas
Do lado de Marrocos, a caminhada até aqui reforça o caráter competitivo do grupo africano. Os marroquinos alcançaram as quartas de final após eliminarem a Holanda na fase de 16 avos de final e passarem sem grandes sustos pelo Canadá nas oitavas. No entanto, a preparação física liga um sinal de alerta nos bastidores: o meia Saibari, lidando com problemas físicos decorrentes de lesão, desponta como uma dúvida preocupante para a escalação principal.
As esperanças de uma nova surpresa marroquina recaem sobre a segurança do goleiro Bono e a dinâmica do lateral-direito Hakimi. O defensor, inclusive, atua justamente na liga francesa pelo Paris Saint-Germain, atual campeão europeu. Esse profundo conhecimento sobre o estilo de jogo dos adversários pode ser a arma secreta que Marrocos precisa para quebrar o tabu e reescrever a história de quatro anos atrás.







