Guarapari (ES) – O cenário para a Copa do Mundo de 2026 está traçado, e o Grupo D surge como um dos mais imprevisíveis do torneio. O protagonismo recai naturalmente sobre os Estados Unidos, que não apenas buscam a classificação, mas também capitalizam o entusiasmo local por uma modalidade que, ao contrário de 1994, agora respira fundo no país. A ascensão da Major League Soccer mudou o patamar de expectativa e a presença de Mauricio Pochettino no comando técnico reforça o compromisso em não decepcionar a arquibancada.
Pochettino tem em mãos um elenco coeso, porém sem o brilho de grandes estrelas mundiais. Christian Pulisic, aos 27 anos e atualmente no Milan, é o rosto mais reconhecível, enquanto Gio Reyna, vinculado ao Borussia Mönchengladbach, atua como o motor pensante desse sistema. A estreia ocorre diante do Paraguai, seleção que desembarca no torneio com a solidez defensiva que marcou sua campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas.
Comandados pelo argentino Gustavo Alfaro, os paraguaios trazem uma espinha dorsal muito familiar ao torcedor brasileiro. A lista de convocados é atravessada por nomes como Gustavo Gómez, do Palmeiras, Matías Villasanti, do Grêmio, Damián Bobadilla, do São Paulo, e Isidro Pitta, do Bragantino. Ramón Sosa, companheiro de Gómez no clube alviverde, também integra o grupo que retorna ao mundial após um hiato iniciado em 2010.
Do outro lado da chave, a Austrália e a Turquia completam o quadro. O time australiano, sob a batuta de Tony Popovic, preserva a experiência acumulada no Catar, incluindo a segurança do goleiro Mathew Ryan, do Levante. Já a seleção turca, sob o comando do italiano Vincenzo Montella, alcançou a vaga após superar as tensões da Repescagem Europeia contra Romênia e Kosovo.
A juventude turca chama a atenção pela ousadia técnica. Arda Güler, do Real Madrid, e Kenan Yıldız, da Juventus, ambos com 21 anos, prometem dinamismo ao ataque das Estrelas Crescentes. Eles equilibram a equipe ao lado de Hakan Çalhanoğlu, o experiente capitão que comanda o meio-campo com a vivência acumulada na Inter de Milão.
Entre 11 de junho e 19 de julho, a tensão será a tônica desta chave. Os Estados Unidos contam com o apoio massivo do público para superar adversários que, apesar da distância geográfica, chegam a esta edição do mundial com elencos preparados para o enfrentamento direto. O peso da camisa de um anfitrião será colocado à prova diante de rivais que atravessaram dificuldades reais para carimbar o passaporte.











