Boston, Estados Unidos – O cenário do Grupo C na Copa do Mundo sofreu uma alteração logo na abertura. Na noite de sábado (13), a Escócia superou o Haiti por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston, e assumiu a liderança isolada da chave que também abriga o Brasil. O resultado ganha contornos de feito histórico: é a primeira vitória escocesa em um Mundial desde 1990.
A situação do grupo ficou desenhada após o empate entre brasileiros e marroquinos, por 1 a 1, ocorrido horas antes no MetLife Stadium. Enquanto escoceses somam três pontos, Brasil e Marrocos dividem a segunda posição. O Haiti, por ora, segue sem pontuar.
Para a Escócia, o triunfo é o combustível necessário para tentar uma classificação inédita à segunda fase. Em sua nona participação em Copas, o país mira as vagas destinadas aos melhores terceiros colocados. O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 19h, contra Marrocos. Mais tarde, às 21h30, o Brasil mede forças com o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Dentro das quatro linhas, o equilíbrio marcou o início do duelo. O Haiti, mesmo estreante, não se encolheu e trocou golpes com os europeus, registrando oito finalizações contra sete dos adversários na etapa inicial. A eficiência, porém, vestiu a camisa escocesa. Aos 16 minutos, Scott McTominay carimbou a trave. Aos 27, a sorte sorriu: após chute de Che Adams e defesa do goleiro Johny Placide, John McGinn aproveitou o rebote, que ainda desviou em Jean-Ricner Bellegarde, para abrir o placar.
Os haitianos não deixaram de acreditar. Aos 33 minutos, uma trama rápida pela esquerda quase resultou no empate, mas o zagueiro Grant Hanley bloqueou o chute de Frantzdy Pierrot no limite.
O retorno do intervalo trouxe um ritmo mais cadenciado. O jogo ganhou contornos dramáticos apenas na metade final do segundo tempo, com chances perdidas por McGinn, para a Escócia, e uma investida perigosa de Wilson Isidor, que quase alcançou um cruzamento de Ruben Providence. Nos minutos derradeiros, o Haiti apostou tudo em bolas alçadas na área para aproveitar a estatura de seus atacantes. A estratégia, porém, esbarrou na resistência da defesa europeia, que se manteve compacta até o apito final para garantir os três pontos.





