Nova Jersey, Estados Unidos – A vaga aberta no meio-campo da Seleção Brasileira, após a lesão muscular de Lucas Paquetá, colocou o jovem Endrick sob os holofotes antes do duelo decisivo contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. No domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil entra em campo em Nova Jersey precisando vencer, e o atacante de 19 anos surge como a principal opção para iniciar a partida.
Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), no hotel The Ridge, o jogador do Real Madrid — que estava emprestado ao Lyon — afastou o peso da pressão e os boatos sobre sua relação com Carlo Ancelotti. A ausência de Endrick na estreia contra Marrocos, que terminou em 1 a 1 no dia 13 de junho, havia levantado questionamentos. Com maturidade, ele fez questão de elogiar o treinador e ressaltar sua paciência no dia a dia.
Confiança no treinador
O atacante explicou que o técnico sabe gerenciar o elenco com precisão e prioriza o coletivo. Ele relembrou sua trajetória sob o comando do italiano no clube espanhol, destacando que sempre recebeu apoio para entender que seu momento chegaria. Endrick classificou o comandante como alguém iluminado, cujas decisões são seguidas à risca por todo o grupo de atletas.
A tranquilidade demonstrada para o jogo decisivo vem de uma rotina de conversas com os líderes do elenco. O jovem revelou que costuma jogar cartas e trocar experiências com veteranos como Neymar, além de ouvir conselhos de Marquinhos, Casemiro e Alisson — uma postura de aprendizado que ele já adotava com Gustavo Gómez nos tempos de Palmeiras.
Parceria de infância
Caso seja o escolhido para começar jogando, Endrick poderá reeditar uma parceria de longa data com Rayan. Os dois se conhecem desde os dez anos de idade, quando se enfrentaram na Go Cup de 2017, em Aparecida de Goiânia. Anos depois, em 2022, foram rivais na final da Copa do Brasil Sub-17 por Palmeiras e Vasco, jogo em que ambos balançaram as redes. Agora, dividem o vestiário na equipe principal buscando uma vaga nas quartas de final.
Substituto de Paquetá no intervalo da vitória por 2 a 1 contra o Japão, na última segunda-feira (29), quando os rivais venciam por 1 a 0, Endrick evitou ansiedade sobre a escalação. O atacante afirmou que prefere manter a cabeça leve e focar no trabalho coletivo, elogiando o desempenho recente de Rayan desde o jogo contra o Haiti e ressaltando que o mata-mata da Copa exige concentração absoluta.








