Cachoeiro do Itapemirim (ES) – O simples ato de entrar em campo nos Estados Unidos, no Canadá ou no México em 2026 bastará para que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo redefinam os limites do futebol. Ao pisarem no gramado, ambos se tornarão os primeiros jogadores na história a disputar seis edições da Copa do Mundo — um feito que o goleiro mexicano Ochoa também persegue. A proximidade do fim dessas trajetórias sugere que o centenário do torneio será o palco final para os dois protagonistas de uma rivalidade que dominou quase duas décadas de esporte.
Desde a final da Liga dos Campeões de 2009, quando o Barcelona de Messi superou o Manchester United de Ronaldo, os destinos da dupla se fundiram. O português migrou para o Real Madrid, acirrando o embate com o argentino em solo espanhol. O currículo é avassalador: Messi acumula oito prêmios de melhor do mundo contra cinco de CR7, enquanto somam, respectivamente, quatro e cinco títulos da Champions League.
A conquista com as seleções nacionais trouxe capítulos distintos. Portugal ergueu o troféu europeu em 2016, enquanto a Argentina encerrou um jejum de 36 anos ao vencer a Copa de 2022. Messi hoje se destaca com 13 gols em mundiais, a apenas três de igualar a marca histórica do alemão Miroslav Klose. Cristiano Ronaldo, por sua vez, detém o recorde de ter balançado as redes em todas as cinco edições que disputou, totalizando oito gols, embora o quarto lugar em 2006 continue sendo seu melhor desempenho.
Fora da Europa, o foco agora é outro. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo defende o Al-Nassr, enquanto Messi, com 38 anos, atua pelo Inter Miami. Além do sucesso coletivo, ambos perseguem a barreira dos mil gols na carreira — o português precisa de 27 tentos, enquanto o argentino busca 90. Embora o número mágico dificilmente seja alcançado durante a competição, a busca permanece como combustível.
O sorteio dos grupos desenhou um possível desfecho cinematográfico. A Argentina, cabeça de chave do Grupo J, enfrenta Argélia, Jordânia e Áustria. Portugal lidera o Grupo K ao lado de Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão. Se ambas as seleções confirmarem o favoritismo na fase de grupos, o confronto entre os dois caminhos será inevitável logo nas quartas de final. Caso um dos times avance na segunda colocação, o duelo final entre o português e o argentino pode ser reservado para a própria decisão do torneio, fechando o ciclo de maneira definitiva.









