Zapopan, México – O Estádio Akron, em Zapopan, é o palco de um encontro improvável nesta quinta-feira. Às 23h, no horário de Brasília, Coreia do Sul e República Tcheca encerram o primeiro dia de disputas do Grupo A. O grupo, que também abriga os donos da casa e a África do Sul, ganha contornos de curiosidade histórica com a presença no banco tcheco de Miroslav Koubek.
Aos 74 anos e nove meses, Koubek entra para os livros como o treinador mais longevo a comandar uma seleção em Copas. Ele superou o recorde estabelecido horas antes por Hugo Broos, técnico da África do Sul. A missão de Koubek é levar os tchecos além da fase de grupos, algo que o país não consegue em Mundiais há duas décadas. O caminho até aqui foi tortuoso: após um tropeço inesperado contra as Ilhas Faroe nas eliminatórias, a classificação veio apenas na repescagem, com drama e pênaltis contra Irlanda e Dinamarca.
A esperança de gols recai sobre Patrick Schick, atacante do Bayer Leverkusen que foi o principal nome tcheco na campanha de qualificação. Do outro lado do campo, a Coreia do Sul tenta manter a regularidade que a tornou uma presença constante no torneio. Pela 11ª vez consecutiva, os asiáticos marcam presença, amparados por uma campanha sólida nas eliminatórias.
O grande nome sul-coreano segue sendo Son Heung-Min. Atualmente no Los Angeles, o jogador de 33 anos vive uma marca pessoal: com 56 gols pela seleção, está a apenas dois de superar o recorde histórico de Cha Bun-Kun, lendário atacante das décadas de 70 e 80. Son, com 144 partidas pela equipe nacional, divide o protagonismo com o experiente Lee Jae-Sung, do Mainz, e o talento de Lee Kang-In, do Paris Saint-Germain.
O histórico entre as seleções é equilibrado, embora curto. Em três confrontos anteriores, cada lado somou uma vitória, além de um empate registrado em Seul, em 1998. Curiosamente, este será o primeiro encontro oficial entre ambos em um Mundial. Enquanto os tchecos buscam retomar um protagonismo europeu que remonta aos vice-campeonatos de 1934 e 1962 — época em que o país ainda jogava sob a bandeira da Tchecoslováquia —, os sul-coreanos querem repetir o brilho de 2002, quando chegaram às semifinais como anfitriões. O jogo em Jalisco definirá quem larga na frente em um dos grupos mais imprevisíveis da competição.






