Miami, Estados Unidos – O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, esteve reunido com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na última sexta-feira, dia 5 de abril, em Miami. O objetivo do encontro foi a entrega oficial do marco regulatório da Copa do Mundo Feminina de 2027, norma que recebeu o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira anterior, dia 2.
Mais do que um rito diplomático, a oficialização dessa estrutura jurídica serve para blindar a organização do torneio. A intenção é assegurar que a execução do campeonato ocorra sem entraves, dentro de um padrão de segurança que satisfaça as exigências da federação internacional. Com a lei em mãos, o Brasil sinaliza para o mundo que as engrenagens burocráticas foram destraçadas.
O roteiro de visitas técnicas também chegou a um ponto de virada importante. As inspeções nas oito sedes escolhidas estão concluídas. O palco do torneio será pulverizado por gramados de peso: Rio de Janeiro com o Maracanã, São Paulo na Neo Química Arena, Belo Horizonte com o Mineirão, Salvador na Arena Fonte Nova, Brasília no Mané Garrincha, além de Fortaleza, Porto Alegre e Recife, através da Arena Castelão, Beira-Rio e Arena de Pernambuco, respectivamente.
Do lado da Fifa, o clima é de otimismo. O dirigente máximo da entidade expressou a convicção de que o evento no Brasil funcionará como um divisor de águas para o futebol feminino global. A parceria entre governo e federação é apresentada como a garantia de que as promessas da candidatura serão convertidas em realidade prática.
A contagem regressiva aponta para o período entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. O mapa das seleções participantes ganha contornos mais nítidos a cada rodada. O grupo de classificadas já conta com onze países. A Ásia garante sua representação com Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. A Nova Zelândia carimbou o passaporte via Oceania, enquanto a Alemanha assegurou a vaga europeia.
A América do Sul também acelerou o passo. Na mesma sexta-feira de intensas negociações, Argentina e Colômbia confirmaram presença antes mesmo do encerramento da Liga das Nações. O funil da Conmebol ainda mantém Venezuela, Equador, Paraguai e Peru na expectativa, disputando as vagas restantes ou o posto na repescagem internacional, que deve movimentar o calendário entre novembro e fevereiro.










