Guarapari (ES) – O Campeonato Brasileiro alcançou um patamar inédito no cenário internacional. A partir desta quinta-feira (11), 32 atletas que atuam em solo nacional estarão em campo para defender sete seleções diferentes na Copa do Mundo. O dado estabelece um novo recorde, superando a marca de 27 nomes registrada em 1974, e representa um salto de 357% em relação ao torneio de 2022, quando apenas sete jogadores do futebol local foram convocados.
Dez clubes da elite do Brasil cedem talentos ao Mundial. O protagonismo é dividido entre Brasil, Uruguai e Paraguai, cada um com sete atletas recrutados na Série A. A relação dos convocados brasileiros traz nomes como o goleiro Weverton, do Grêmio, os flamenguistas Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá, o botafoguense Danilo Santos e o atacante Neymar, que defende o Santos.
O mercado sul-americano encontrou no Brasil uma base sólida. Na seleção uruguaia, o Flamengo domina a lista com Varela, Nico de la Cruz e Arrascaeta, acompanhados por Piquerez e Emiliano Martínez (Palmeiras), além de Sergio Rochet (Internacional) e Agustín Canobbio (Fluminense). Já o Paraguai aposta na força do Palmeiras, com Gustavo Gómez, o naturalizado Maurício e Ramón Sosa, além de contar com Balbuena (Grêmio), Junior Alonso (Atlético-MG), Damián Bobadilla (São Paulo) e Isidro Pitta (Red Bull Bragantino).
O Atlético-MG também ganha destaque ao enviar três jogadores para a seleção equatoriana: Ángelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda. O grupo do Equador ainda conta com Felix Torres, do Internacional, e Gonzalo Plata, do Flamengo. Enquanto isso, a Colômbia convocou quatro nomes da Série A: Juan Portilla (Athletico-PR), Jorge Carrascal (Flamengo), Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).
O torneio reserva marcos específicos. A atual campeã Argentina chamou o atacante Flaco Lopez, do Palmeiras, encerrando um hiato de convocações de jogadores que atuam no Brasil pelos hermanos, que não ocorria desde 2006. Outra singularidade é a presença de Memphis Depay, atacante do Corinthians e maior artilheiro da história da seleção holandesa. É a primeira vez na história que um atleta europeu é chamado para o Mundial enquanto defende um clube do futebol brasileiro.
A mudança de cenário, segundo analistas do setor, reflete a capacidade financeira e estrutural dos times locais em manter talentos por mais tempo, consolidando o país como um ponto estratégico no mercado global do esporte, indo muito além da tradicional exportação de jovens promessas.









