Venda Nova do Imigrante (ES) – O palco está montado. Entre 11 de junho e 19 de julho, os Estados Unidos, Canadá e México recebem a Copa do Mundo, e a Argentina desembarca no torneio sob os holofotes de quem defende o trono. Com Lionel Messi prestes a completar 38 anos, os atuais campeões mundiais encabeçam o Grupo J, onde medem forças com Argélia, Jordânia e Áustria em busca de uma vaga na próxima fase.
A fase atual da equipe comandada por Lionel Scaloni impõe respeito. Após o triunfo no Catar em 2022, o grupo manteve a consistência com as conquistas das Eliminatórias Sul-Americanas e da Copa América de 2024. Ao lado de potências como França e Espanha, os argentinos carregam o favoritismo, mas a estrutura da seleção mudou. Agora, a dependência criativa de Messi precisa ser suprida pela solidez de um meio-campo dinâmico, formado por nomes como Enzo Fernández, do Chelsea, e Alexis Mac Allister, do Liverpool.
O sistema defensivo segue sob a guarda de Emiliano Martínez, do Aston Villa, enquanto o setor ofensivo ganha tração com Julián Alvarez, hoje no Atlético de Madrid. A engrenagem precisa estar azeitada, já que o grupo não deve ser um passeio.
A Argélia surge como a principal ameaça aos planos dos sul-americanos. Participando de seu quinto Mundial, as Raposas do Deserto buscam superar o feito de 2014, quando chegaram às oitavas de final. O técnico Vladimir Petkovic conta com um elenco equilibrado que inclui a segurança de Luca Zidane no gol, o talento consolidado de Riyad Mahrez, atualmente no Al-Ahli, e a velocidade do lateral Rayan Aït-Nouri, do Manchester City.
Correndo por fora, a Áustria marca presença em uma Copa pela primeira vez desde 1998. O trabalho do técnico Ralf Rangnick aposta em um estilo de jogo agressivo, focado em pressão alta e transições rápidas. O time austríaco se sustenta na experiência de David Alaba, do Real Madrid, e na vitalidade de Konrad Laimer, do Bayern de Munique, além da criatividade de Marcel Sabitzer, do Borussia Dortmund.
Por fim, a Jordânia entra no cenário mundial como a grande novata. Sem o histórico de grandes competições, o time treinado pelo marroquino Jamal Sellami aposta todas as suas fichas na disciplina tática. Em uma chave dominada por trajetórias vitoriosas, o coletivo jordaniano tenta provar que a organização pode neutralizar camisas pesadas.








