Brasília (DF) – Uma grande operação de segurança foi deflagrada neste sábado, 24, sob o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de assegurar a tranquilidade e a normalidade do segundo turno do pleito eleitoral. As atividades, que seguem em curso até este domingo, 25, reúnem um esforço conjunto entre instâncias federais e estaduais para blindar o processo de votação contra qualquer tipo de interrupção ou violência.
A estrutura de monitoramento conta com o suporte estratégico do Tribunal Superior Eleitoral, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Agência Brasileira de Inteligência e do Ministério da Defesa. As autoridades focam sua vigilância em uma série de riscos, que abrangem desde a disseminação de desinformação e crimes cibernéticos até episódios de violência política, aglomerações indevidas e eventuais entraves logísticos nos locais de votação e de apuração dos votos.
O volume final de agentes envolvidos nesta etapa do pleito deve ser detalhado nos próximos dias, assim que as informações enviadas por todas as unidades da federação forem unificadas. No primeiro turno, a operação de larga escala mobilizou um contingente de 321.352 profissionais. O aparato operacional incluiu 305.355 membros das polícias estaduais, além de 6.565 integrantes da Polícia Federal, 2.726 da Polícia Rodoviária Federal e 142 da Força Nacional. O suporte logístico foi robusto, contando com o uso de 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves.
Além da segurança direta nos locais de urna, as diretrizes preveem suporte logístico à Justiça Eleitoral sempre que solicitado, auxiliando no transporte de materiais e no resguardo das instalações oficiais. As equipes também estão preparadas para atuar em situações de contingência, inclusive diante de adversidades climáticas que possam comprometer o acesso dos cidadãos aos seus colégios eleitorais.
Um ponto central das instruções determina que as forças policiais não devem criar barreiras ou obstáculos que dificultem a circulação dos votantes. As abordagens em rodovias, voltadas à fiscalização de infrações administrativas de trânsito, foram restringidas e só devem ocorrer caso haja risco concreto e imediato à vida ou à integridade física dos usuários.
Em comunicado oficial, o Ministério da Justiça reforçou a necessidade de transparência e coordenação com a Justiça Eleitoral. Eventuais bloqueios em rodovias federais precisam ser comunicados com antecedência aos Tribunais Regionais Eleitorais competentes, acompanhados de justificativa técnica e da indicação de rotas alternativas. A exceção a essa regra ocorre apenas em casos de flagrante delito ou situações emergenciais ligadas diretamente à segurança viária.













