Brasília (DF) – O Programa Mais Médicos Especialistas (PMM-E) iniciou a segunda chamada de seu terceiro ciclo com a oferta de 224 vagas de contratação imediata, além de outras 4.350 oportunidades voltadas à formação de um cadastro reserva. O processo seletivo, regido pelo Edital nº 25/2026, mira o fortalecimento da assistência especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões que historicamente sofrem com a carência de profissionais qualificados.
As inscrições seguem abertas até o próximo dia 29 de outubro e devem ser realizadas exclusivamente via Portal da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS). O objetivo central da iniciativa é reduzir drasticamente o tempo de espera dos pacientes por exames, consultas e procedimentos complexos, descentralizando o atendimento médico para além dos grandes centros urbanos.
A distribuição geográfica prioriza as áreas de maior necessidade: o Nordeste absorve 46% das vagas imediatas, enquanto Sudeste, Norte, Centro-Oeste e Sul completam o quadro com 21%, 17%, 9% e 7%, respectivamente. Um ponto crucial desta fase é a interiorização da assistência, com 55% das posições destinadas a municípios situados fora das regiões metropolitanas.
Para concorrer, os profissionais precisam apresentar registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e o indispensável Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Este último deve ter sido obtido por meio de programas de residência médica certificados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou via título de especialista emitido pela Associação Médica Brasileira (AMB).
Os médicos selecionados atuarão em 24 áreas distintas, como ginecologia e obstetrícia, anestesiologia, psiquiatria, cardiologia e urologia. A função do profissional selecionado envolve a integração às equipes de atenção especializada, participando diretamente das linhas de cuidado e redes temáticas do SUS, o que também proporciona uma formação continuada baseada na prática assistencial.
A remuneração dos participantes é estruturada por meio de bolsas mensais, cujo valor é definido pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) do município onde o médico irá atuar. Profissionais lotados em cidades classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade recebem R$ 20 mil. Para municípios de vulnerabilidade média, o montante é de R$ 15 mil, enquanto cidades com baixa ou muito baixa vulnerabilidade oferecem bolsas de R$ 10 mil.
Desde sua criação em 2025, o projeto tem buscado consolidar a presença desses profissionais na rede pública. Dados coletados até outubro de 2026 indicam que 2.279 médicos já ingressaram na iniciativa desde o lançamento, mantendo um índice de 83,3% de permanência dos profissionais nas atividades previstas até o momento.













