Brasília (DF) – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou um encontro com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para analisar os desdobramentos das investigações relacionadas ao chamado caso Master. A reunião, prevista para o dia 13 de outubro, tem como pauta principal a apresentação formal, por parte da autoridade policial, de uma lista contendo os nomes de todos os magistrados da Corte mencionados em diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A iniciativa foi oficializada nesta sexta-feira, dia 2, por meio de um ofício enviado à Polícia Federal. No documento, o ministro Fachin assegura que medidas cabíveis serão adotadas assim que o tribunal receber o relatório completo e o conjunto de informações pertinentes ao caso. O magistrado enfatizou a necessidade de que os fatos sejam apresentados em sua totalidade, sem exceções, garantindo que o rito processual seja seguido de forma rigorosa pela presidência.
Este movimento responde a uma pressão interna, com integrantes da Corte exigindo uma avaliação transparente sobre o teor das citações envolvendo os ministros. O debate ganhou contornos de urgência no mês passado, quando o ministro André Mendonça, relator do inquérito, decidiu levantar o sigilo de uma parcela dos autos. A abertura dos documentos revelou que Daniel Vorcaro enviou mensagens a um número de celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes momentos antes de sua prisão, ocorrida em novembro do ano passado.
O acesso aos dados também tornou público que outras figuras de peso do Supremo foram citadas por interlocutores ligados ao ex-banqueiro. Entre os nomes que surgiram nos documentos estão os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e o próprio relator, André Mendonça. A situação gerou reações imediatas dentro do tribunal.
O ministro Gilmar Mendes também formalizou um ofício direcionado a Fachin, engrossando o coro dos magistrados que exigem a identificação precisa de todos os envolvidos nas comunicações. A expectativa é que o encontro entre o presidente do STF e o diretor da Polícia Federal estabeleça um cronograma claro para a apuração dessas menções, buscando esclarecer a natureza dos vínculos e das referências feitas aos membros da cúpula do Judiciário brasileiro no curso da operação.












